Após 3 anos preso, acusado de matar bebê é inocentado pela Justiça
Defensor demonstrou que o assistido estava trabalhando no dia do crime
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri da 7ª Vara Criminal da Capital acolheu a tese de negativa de autoria, apresentada pelo defensor público Lucas Monteiro Valença, durante júri ocorrido nesta semana, e absolveu o assistido P.M.S. acusado de homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio. O cidadão passou três anos preso de forma preventiva.
De acordo com a denúncia, o assistido teria participado de uma ação que resultou na morte de uma criança de dois anos, e duas tentativas de homicídio de dois homens, fato ocorrido em 2010, no Sanatório, em Maceió. O crime teria sido motivado por desavenças anteriores entre um dos acusados e o homem ferido.
Durante o julgamento, o defensor público demonstrou que o assistido não poderia ter participado da ação criminosa porque estava trabalhando no momento do crime, fato comprovado por meio de prova testemunhal.
O defensor público questionou, também, a forma como a polícia chegou ao assistido, visto que a única prova inquisitorial produzida em seu desfavor foi o seu reconhecimento fotográfico dois anos após o ocorrido, aliado ao fato de o acusado ser conhecido do suspeito autor dos disparos.
Durante a fase judicial, o assistido foi reconhecido pelas testemunhas, ocorre que isto aconteceu sete anos após o crime.
“No entanto, a descrição de uma das vítimas colhida logo após o crime dava conta que o homem que teria participado da ação era uma pessoa alta, no entanto, o nosso assistido tem menos de 1,70m, uma estatura, portanto, baixa. Ademais, o assistido foi visto pelas testemunhas em todas as audiências anteriores, pois nunca deixou de comparecer quando convocado, de modo que estas o reconheceram desses momentos, e não do dia do crime”, explicou o defensor.
“Ficou claro que o réu era inocente. O assistido é um trabalhador, um homem de família que ficou preso durante três anos por um crime que não cometeu. Esclarecer aos jurados os fatos e garantir a absolvição do assistido nos deixou a sensação de que a missão da Defensoria Pública foi devidamente cumprida", pontua.
Veja também
Últimas notícias
Agentes do Ronda no Bairro flagram uso de drogas no Marco dos Corais
Cartão SUS pode ser solicitado nas unidades de saúde
Lula faz apelo à paz, condena corrida armamentista e critica ONU
Acusado de homicídio qualificado é preso no município de São Luís do Quitunde
Carlinhos Maia explica por que apoiou Lula em 2022 e qual será a sua posição em 2026
MPAL e Polícia Militar reforçam parceria no enfrentamento aos crimes dolosos contra a vida
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
