Documentário sobre João Gilberto estreia no próximo mês em Portugal
Para Georges Gachot, o filme é uma homenagem a João Gilberto
Os cinemas portugueses exibirão, a partir de agosto, o documentário “Onde está, João Gilberto?” (título original “Where are you João Gilberto?”), do cineasta franco-suíço Georges Gachot. O filme sobre o compositor brasileiro, falecido recentemente, foi anunciado no circuito lusitano pela distribuidora Leopardo Filmes.
A produção foi inspirada no livro “Ho-ba-la-lá - À Procura de João Gilberto” (2011), do escritor e jornalista alemão, Marc Fischer. Segundo a distribuidora, Fischer seguiu o músico durante os anos em que ele deixou de aparecer em público. Gachot repetiu a jornada de Fischer "na esperança de conseguir compreender a história, a alma e a essência da Bossa Nova", explica a Leopardo Filmes. O resultado foi o incrível documentário, que tem o livro como guia.
A música “Ho-ba-la-lá”, composta por João Gilberto para o álbum “Chega de Saudade” (1959), deu origem à paixão de Marc Fischer pelo compositor brasileiro, revela a editora Companhia das Letras, que lançou o livro no Brasil. Fischer morreu em abril de 2011, aos 40 anos, antes da edição da obra, na Alemanha.
Segundo Georges Gachot "o livro sugeria uma nova forma de fazer um filme sobre João Gilberto, distinta de um perfil". Era "um verdadeiro guia", disse o diretor durante a estreia da no festival de cinema documental de Munique, na Alemanha, em maio de 2018.
“Onde está, João Gilberto?” reúne entrevistas a ícones da MPB, próximos ao músico, como Roberto Menescal, João Donato e Marcos Valle, depoimentos da jornalista Claudia Faissol, companheira do compositor, e da cantora Miúcha, sua ex-mulher, já falecida. Algumas figuras que conviviam com Gilberto também aparecem no documentário como o cozinheiro de um restaurante do Leblon, no Rio de Janeiro, onde o "gênio da Bossa Nova" degustava seus pratos preferidos.
Para Georges Gachot, o filme é uma homenagem a João Gilberto, mas, sobretudo, ao escritor e jornalista Marc Fischer. O cineasta já dirigiu outros títulos sobre música brasileira como “Maria Bethânia: Música é Perfume” (2005), “Rio Sonata: Nana Caymmi” (2010) e “O Samba” (2014). Vale destacar também suas obras dedicadas à pianista argentina Marta Argerich e ao compositor alemão Johann Sebastian Bach.
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