Livro com registros do I Simpósio Internacional sobre ELA é lançado em Alagoas
Obra conta colaboração de pesquisadores e médicos; doença rara ainda não tem cura
Pioneirismo. Considerado um marco para o estado de Alagoas, pesquisadores e médicos alagoanos lançaram um livro com registros do I Simpósio Internacional sobre Esclerose Lateral Amiotrófica, realizado em março de 2018, em Maceió.
O evento, que é uma iniciativa do Instituto Doutor Hemerson Casado, reuniu pesquisadores de diferentes nacionalidades para discutir a assistência aos portadores com ELA, bem como a descrição de alguns dos principais estudos clínicos que estão sendo realizados na atualidade.
Com o título: “Registros do I Simpósio Internacional sobre Esclerose Lateral Amiotrófica – Alagoas em Movimento”, a obra, que entra na lista de publicações voltadas às doenças raras no país, exibe resumos de apresentações, descreve biografias e contempla fotos dos momentos mais marcantes do evento.
O livro foi redigido pela jornalista Patrícia Pacífico e impresso pela Grafmarques, sendo viabilizado pela Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão e Pesquisa de Alagoas, Instituto Dr. Hemerson Casado, Prefeitura Municipal de Maceió, Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Ministério da Saúde e MEP Eventos.
Colaborações
O cirurgião cardiovascular e presidente do instituto que leva o seu nome, Dr. Hemerson Casado, integrou a equipe organizadora da publicação e também foi convidado a escrever um relato de sua trajetória pessoal como portador de ELA.
O professor Doutor Marcelo Duzzioni, da Universidade Federal de Alagoas, também colaborou com a obra e conta que a publicação contribui com a disseminação do conhecimento sobre a Esclerose Lateral Amiotrófica.
“Se eu pudesse destacar uma parte relevante do livro seria o resumo das palestras, que trazem informações importantes sobre o tema, além, claro, dos depoimentos dos portadores”, diz.
Avanços nas pesquisas
Para o docente, de maneira geral, as doenças raras ainda são negligenciadas no país, tanto na atenção ao paciente, quanto nos investimentos em pesquisa. Mas ele destaca alguns avanços.
“Os recursos liberados pelo Fundo Nacional de Saúde para a construção de um laboratório de pesquisa voltado a busca de alternativas terapêuticas para a ELA na UFAL e a inclusão no Sistema Único de Saúde (SUS), do Nusinersen (Spinraza), único remédio no mundo recomendado para o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal (AME)”.
“Uma melhoria seria se ações como essas deixem de ser pontuais ou defendidas por pequenos grupos e passem a receber a atenção que merecem”, conclui.
Veja também
Últimas notícias
PC investiga homicídio de homem encontrado dentro de casa em Palmeira
Justiça homologa acordo para indenizar empregados das Casas Bahia
Chat do aplicativo Limpeza é Massa é o principal canal de atendimento da Alurb
Prefeitura de Maceió conclui pavimentação de ruas próximas ao Mirante Santa Amélia
Vereadores comemoram fim da escala 6x1 e parabenizam professores por contribuição social
Procon Maceió registra estabilidade no menor preço da Cesta Básica em outubro
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
