Sem reposição salarial, servidores públicos de Maceió começam protestos
Categoria realiza primeira ação na segunda-feira (29), no semáforo em frente ao Palato Farol, às 7h
Reposição salarial de 0%. É por este motivo, que os servidores públicos do município de Maceió decidiram iniciar uma onda de ações contra o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB). Os trabalhadores começam as atividades de repúdio à administração municipal com um protesto na segunda-feira (29), no semáforo em frente ao Palato Farol, às 7h.
As atividades, com o intuito de garantir a reposição salarial de 2019 com ganhos reais no salário dos funcionários da prefeitura, foram decididas após uma reunião do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió, que aconteceu na noite de terça-feira (23) na sede do Sindicato dos Médicos de Alagoas (Sinmed), no Trapiche da Barra.
Depois de dezenas de reuniões entre gestão municipal e sindicatos, ficou claro para o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Maceió e Região Metropolitana do Estado de Alagoas (Sindspref), Sidney Lopes, que o prefeito Rui Palmeira está agindo de forma covarde com os trabalhadores.
“O parecer contábil entregue aos gestores municipais é prova de que a Prefeitura Municipal de Maceió pode sim dar ganhos reais nos salários dos servidores. Portanto, não tem razão para a reposição salarial, com data-base em janeiro, ainda não ter saído. Ter que ficar cobrando algo que é nosso por direito é degradante”, expõe Sidney Lopes.
Todos os meios para conquistar a garantia do direito dos trabalhadores estão sendo executadas e o protesto é uma das melhores formas de mostrar para a população o que está acontecendo. “Convocamos todos os servidores e seus familiares para fazerem parte desta luta. Uma luta do cidadão de bem, contra a submissão das vontades dos políticos, que mesmo tendo como pagar, não o fazem”, explica o presidente do Sindspref.
PARECER CONTÁBIL
O relatório orçamentário e financeiro do Município de Maceió feito pelo contador da Massayó Contabilidade, Diego Farias de Oliveira, a pedido do Movimento Unificado dos Servidores Públicos do Município de Maceió, foi entregue no dia 1º de julho ao secretário municipal de Gestão, Reinaldo Braga, e ao secretário municipal de Economia, Fellipe Mamede.
O estudo analisou os dados obtidos nos relatórios bimestrais (RREO) e quadrimestrais (RGF), publicados no SICONFI – Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro e no site da Prefeitura de Maceió, no dia 30 de maio de 2019, em atraso, em descumprimento ao disposto no artigo 9º, §4º da Lei de Responsabilidade Fiscal (LC nº. 101/2000) e objeto de requerimento em plenário da Câmara Municipal de Maceió, pelo Vereador Galba Novais Netto (PMDB) em 11/06/2019.
O parecer contábil revela que a Receita Total de R$727,4 milhões e a Despesa Total realizada no valor de R$570,4 milhões, resultaram em um Superávit Primário de R$156,9 milhões. “Os números apurados apontam para a manutenção do equilíbrio fiscal e tonelagem para reajuste dos servidores públicos da Prefeitura de Maceió acima do IPCA para que estes possuam ganhos reais”, explica o relatório.
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