Professora da Rede Municipal se dedica para transformar vidas
Com 41 anos de sala de aula, Rose Meiry modificou o futuro de diversos alunos
O patrono da Educação brasileira, Paulo Freire, afirmava que a educação não transforma o mundo, mas muda as pessoas, que, por sua vez, são quem transformam o mundo. A professora da Escola Municipal Petrônio Viana, Rose Meiry Silveira, segue à risca o pensamento. Ela enxerga na educação a possibilidade de provocar mudança nas pessoas e assim vem fazendo desde o início de sua formação como docente.
Com 41 anos de sala de aula, sendo 11 deles na Escola Petrônio Viana, localizada no Conjunto Carminha, no Benedito Bentes, a professora já modificou o futuro de muitos alunos. Atualmente, Rose Meiry dá aulas no Programa Acelera, oferecido aos alunos da Rede Municipal, em parceria com o Instituto Ayrton Senna, que tem como objetivo promover a recuperação da aprendizagem de alunos com distorção idade/série do 3º ao 5º ano do ensino fundamental. Para além dos resultados já alcançados, é sua dedicação e comprometimento com os estudantes que mais chamam a atenção.
“O que eu quero pra eles é o que quero para os meus próprios filhos”, diz Rose Meiry.
Rose é professora desde os 28 anos. No Município, ela passou a lecionar em 2008 e desde então está na Escola Petrônio Viana. Já foi professora do estado e de faculdades particulares. Rose pretende se aposentar na escola aos 70 anos. “Mesmo após a aposentadoria, pretendo seguir lecionando, pretendo educar crianças carentes, continuar o meu trabalho”, disse
Segundo a professora, ela se dedica para ver as crianças saindo para enfrentar o mundo de maneira crítica, pensante e sabendo o que quer. “É assim que eu formo eles. Eu jogo eles para o mundo, falamos de tudo aqui dentro e o que eles me perguntam eu respondo”, destacou.
A mãe da aluna Weslayne de Oliveira, Wedjane Gomes da Silva, disse que sua filha só começou a evoluir no aprendizado no início deste ano, quando ingressou na turma da professora Rose. No começo, a mãe conta que seu rendimento foi bom, mas com um tempo a filha não evoluiu e recebeu o chamado da professora.
“A professora Rose teve o cuidado de mandar me chamar para falar do rendimento da minha filha. Achei ótimo porque assim ficamos sabendo como nossos filhos estão indo nas aulas”, afirma.
A mãe de Weslayne já está lamentando, porque esse é o último ano da filha na escola. “Já tem dois anos que estamos na Petrônio, ela vai precisar ir para outra escola, porque aqui é até o 5º ano. Vou sentir saudades da professora. Ela é ótima. Fica no pé dos alunos, cobra e incentiva”, garante a mãe, e complementa. “Ela é uma professora presente, quando o aluno está com algum problema, ela manda chamar os pais pra conversar, dar conselhos. Minha filha me diz que sempre vão ex-alunos dela que já estão na faculdade e ela diz: ‘Tá vendo, quero vocês nesse caminho’”, comenta, emocionada.
A professora Meiry é considerada por uns como segunda mãe e até mesmo avó. É assim que a Maria de Lourdes Ferreira da Silva, mãe de cinco alunos e ex-alunos da escola define a professora Rose Meiry. “Três dos meus filhos estudaram aqui, e uma ainda estuda. Ela é um amor de pessoa. Ela ensina bem, dá atenção, é amorosa, carinhosa, sempre tá procurando ajudar, se tem um problema em casa, ela chega junto. Ela faz a diferença”, disse Maria de Lourdes.
Maria conta ainda que muitas vezes os filhos chegavam em casa e diziam que a professora pegava muito no pé. Para a mãe a exigência fazia a diferença. “Todos os meus filhos adoram ela, e choraram muito quando tiveram que sair da escola. Por mais que os meninos dessem trabalho, a professora Rose jamais disse que nossos filhos não tinham jeito, pelo contrário, ela procura cativar as crianças através do projeto e assim eles passam a se interessar mais pela escola. Ela trabalha a autoestima das crianças, faz elas se sentirem que são capazes”, ressalta Maria.
Tainá Santos, de 11 anos, aluna do Acelera, afirmou que conseguiu aprender bastante estudando com a professora Rose. “Quando eu comecei não sabia ler, também não sabia fazer conta. Hoje a matéria que mais gosto é matemática. Estudar com ela é muito legal”, disse a menina.
A ex-aluna, Gabriela Teixeira, que hoje faz o 9º ano em uma escola estadual, disse que quando chegou na escola não sabia de nada, tinha muita dificuldade. Ela destaca que se pudesse voltar no tempo gostaria de poder estudar de novo com a professora. “Ela é uma ótima professora e ensina muito bem. Além de tudo ela me dava bons conselhos”, revela a menina, que quer ser policial federal”.
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