Após quase 50 dias de aparecimento de manchas, deputados discutem assunto
De acordo com o Ibama, 30 localidades já foram atingidas em Alagoas
Após quase 50 dias sem resposta do Governo do Estado, a Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) decidiu discutir o aparecimento das manchas que de óleo que têm se espalhado por praias do Nordeste, principalmente em Alagoas. O desastre ambiental sem precedentes será debatido em audiência pública às 15h, desta segunda-feira (21).
Questionada sobre a demora em tomar providências, a assessoria do deputado Davi Maia (DEM), presidente da Comissão de Meio Ambiente e Proteção dos Animais da ALE, informou ao 7Segundos, que o político visitou há algumas semanas as praias atingidas, e que diante do cenário, que requer ações emergenciais, a Comissão decidiu levar o assunto à discussão na ALE, a fim de verificar como o poder legislativo pode ajudar a sanar o problema.
Ainda segundo a assessoria, o deputado Davi Maia já havia feito uma indicação para que o Estado decretasse situação de emergência, como fez Sergipe e Bahia, com o argumento que isso pode afetar o turismo alagoano, e hoje deve haver uma pressão maior nesse sentido.
“Até o momento, o Governo de Alagoas vem se negando a declarar Estado de Emergência, como fez Sergipe e Bahia, com o argumento que isso pode afetar o turismo alagoano. Precisamos de um exército limpando as praias. Precisamos de ação, afinal o petróleo está à vista e é um Estado de Emergência”, afirmou Maia.
Foram convidados para a audiência os prefeitos dos municípios atingidos, o Instituto do Meio Ambiente (IMA), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), a Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Semarh), a Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a Marinha do Brasil, o Greenpeace e outras organizações não governamentais que cuidam do meio ambiente marinho, além da sociedade civil.
Manchas de óleo
Segundo o último relatório divulgado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), divulgado no sábado (19), 200 praias do Nordeste foram afetadas. Em Alagoas, são 30 localidades. Japaratinga, Maragogi e Barra de São Miguel concentram os pontos mais críticos de manchas registradas no litoral.
Até o momento, há poucas informações sobre como o óleo se espalhou e quem é o responsável pelo desastre ambiental. As três principais hipóteses da Petrobras são que um navio tenha afundado, que tenha ocorrido um acidente em passagem de óleo ou que tenha havido um despejo criminoso. A Marinha abriu um inquérito para investigar a ocorrência. A Polícia Federal vem atuando na área criminal e o Ibama coordenando os trabalhos de recolhimento das borras.
Em Alagoas, a remoção do material vem sendo realizada por órgãos ambientais em parceria com prefeituras locais e, estima-se, que cerca de 200 toneladas desse material foi removida em todo o Nordeste. Os estados de Bahia e Sergipe já declararam estado de emergência para facilitar a compra de equipamentos e materiais adequados para coleta e descarte do óleo.
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