Associação de deficientes de AL é contra proposta de Bolsonaro que ataca cotas
“É descriminação. Não há nada de positivo”, diz presidente da Adefal
A Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal) é contra a proposta do governo do Bolsonaro que desobriga empresas a cumprirem cotas para trabalhadores com deficiência. Com a PL 6.195/2019, os empregadores poderiam substituir a contratação pelo pagamento de dois salários mínimos.
No Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado nesta terça-feira (03), parlamentares se reuniram na Câmara dos Deputados para tentar barrar o avanço do projeto.
Além de trocar a contratação por compensação, a proposta quer que o trabalhador com deficiência grave passe a valer por dois. De acordo com a PL 6.195/2019, se uma empresa possuir mais trabalhadores que a cota determina, ela poderá se associar a outra, ou seja, cedendo o cumprimento da lei.
Ao 7Segundos, o presidente da Adefal, João Ferreira, disse que a associação enxerga o Projeto de Lei como descriminação.
“A gente não concorda porque vai prejudicar muito as pessoas com deficiência no mercado do trabalho. Muitas pessoas vão ficar de fora quando as empresas tiverem liberdade de escolha”, explicou.
João Ferreira disse que grupos e lideranças já estão trabalhando nacionalmente para reverter a proposta. A Adefal e o Conselho Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência (CEPCD) também discutem a possibilidades de articulação com parlamentares estaduais para lutar contra o Projeto de Lei.
“Com essa proposta, vamos encontrar dificuldades em todo Brasil e, em Alagoas, não vai ser diferente. Não há nada positivo”, afirmou.
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