Famílias alagoanas gastam menos com cultura do que o resto do Brasil
População gasta R$ 120 por mês, de acordo com pesquisa
Alagoas é o estado em que a população menos gasta com cultura em todo Brasil, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geográfica e Estatística (IBGE). A pesquisa “Sistema de Informações e Indicadores Culturais 2007-2018” foi divulgada nesta quinta-feira (05).
Segundo os dados, a média nacional de gastos das famílias brasileiras com cultura é de R$ 300, enquanto em Alagoas, o valor é de R$ 120, ou seja, em média 5,9% do orçamento mensal.
Entre os estados que menos gastam com televisão, serviços de internet, lazer e etc., o Piauí é o segundo que mais se destaca com R$ 124 gastos por família.
Os maiores valores mensais gastos com cultura no período entre 2017 e 2018 foram no Distrito Federal (R$ 609) e em São Paulo (R$ 392).
De acordo com o IBGE, as familiares alagoanas gastam em média R$ 75 com serviços de telefonia, TV por assinatura e Internet. Com atividades de cultura, lazer e festas, é gasto R$ 11,08. Em relação a educação profissional e atividades de ensino culturais, os alagoanos gastam em média R$ 1,45. Para instrumentos e atividades musicais, profissionais ligados à cultura e acessórios pessoas, é gasto respectivamente 69 centavos, R$ 2,01 e R$ 4,09.
Entre os alagoanos, destacaram-se nos gastos com cultura o serviço de TV por assinatura e internet (63,3%) e a aquisição de eletrodomésticos (14,9%). Já na atividade de cultura, lazer e festas as despesas ficaram na ordem de 9,3%, a mais baixa de toda a região Nordeste.
Poder público
A pesquisa também observou os gatos dos governos estaduais e municipais com cultura. Em relação ao Governo do Estado, foram gastos R$ 9,192 milhões em 2015, R$ 12,419 milhões em 2016, R$ 20,163 milhões em 2017 e R$ 15,938 milhões em 2018.
Já os municípios gastaram juntos R$ 74,748 milhões em 2015, R$ 48,635 milhões 2016, R$ 55,488 milhões 20117 e R$ 48,164 milhões.
Pessoas ocupadas no setor cultural
Em Alagoas, 35.000 pessoas estavam ocupadas no setor cultural, a maior parte delas no grupo etário de 30 a 49 anos. Em relação ao nível de instrução, a maioria era de médio completo ou equivalente e superior completo ou equivalente. A capital Maceió seguiu o mesmo perfil, com mais pessoas com ensino superior completo ou mais, além de ter apresentado 18 mil pessoas ocupadas no setor cultural.
Traçando uma comparação em relação ao total de pessoas ocupadas em todos os setores, Alagoas é o estado do Nordeste com menor taxa de pessoas ocupadas no setor cultural (3,5%).
Em relação à formalidade ou informalidade no setor cultural, entre as pessoas de 14 anos ou mais de idade em Alagoas, a maior parte (57,6%) encontrava-se na informalidade em 2018. A situação contrastava com a de Maceió, em que 55,7% possuíam ocupação formal.
Acesso a equipamentos culturais e meios de comunicação
Em 2018, 57,3% da população alagoana residia em municípios com museus, 48,5% em municípios com teatro ou casa de espetáculo, 45% em municípios com cinema, 65,8% em municípios com existência de rádio AM e FM e 80,7% em municípios com existência de provedor de internet.
Veja também
Últimas notícias
Lei Maria da Penha, 20 anos: Alagoas alcança melhor resultado da série contra o feminicídio
Maceió avança no Ideb e reforça compromisso com a qualidade e o desenvolvimento
Marcelo Beltrão destaca avanço de Alagoas para 26 escolas nota 10 no Ideb
Mulher é encontrada morta após incêndio em sítio no Pontal da Barra
EUA diz que respeitará escolha do Brasil em 'eleições livres e justas'
Maceió lidera Nordeste entre destinos mais procurados por turistas estrangeiros
Vídeos e noticias mais lidas
MP sugere caminhões frigoríficos para armazenar corpos de vítimas da Covid-19
Comandante da PM emociona em homenagem a coronel que morreu após mal súbito
PM da Rotam é encontrado morto em apartamento na Pajuçara, em Maceió
Abastecimento do Tabuleiro é paralisado para conserto de rompimento em adutora
