"Fiz campanha para Bolsonaro e me arrependi", diz hacker
Walter Delgatti Neto, réu confesso das invasões dos celulares do ministro Sergio Moro e outras autoridades, falou sobre o crime
Invasor confesso dos celulares do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, de membros da força-tarefa da Operação Lava Jato e de outras autoridades, Walter Delgatti Neto disse, em entrevista para a revista Veja, que fez campanha para o presidente Jair Bolsonaro, mas acabou se arrependendo. Ele também confirmou que leu conversas da ministra do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia e deu detalhes sobre a negociação com Manuela D'ávila e Glenn Greenwald. O hacker ainda negou a possibilidade de existir um "mentor" das invasões, conforme delatado por Luiz Henrique Molição, um dos membros do grupo.
"Fiz campanha para o Bolsonaro e me arrependi depois”, afirmou Delgatti, que é estudante de direito. O jovem contou que teve acesso às contas de Telegram de dois filhos do presidente: o deputado federal Eduardo Bolsonaro (SP) e o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). De acordo com o hacker, ele tem provas de que os dois parlamentares comandaram um esquema para impulsionar mensagens de WhatsApp apoiando o então candidato pelo PSL.
Sobre a ministra Cármen Lúcia, Delgatti confirmou que viu conversas da ministra. De acordo com Delgatti, a magistrada teria feito piada com a morte de no neto de Lula, Arthur Araújo Lula da Silva, que tinha 7 anos. A manifestação da colega teria feito Rosa Weber deixar um grupo formado pelos ministros do Supremo.
O hacker ainda confirma que partiu dela a ideia de procurar a ex-deputada Manuela D'Ávila para falar sobre as mensagens. “Eu procurei a deputada porque sabia que ela era contra a Lava-Jato devido à ideologia”. Foi Manuela, candidata a vice na chapa de Fernando Haddad, que apresentou Delgatti ao jornalista Glenn Greewald, responsável pela divulgação mas mensagens em uma série de reportagens batizada de "Vaza-Jato".
Por fim, Delgatti rechaçou a delação de Luiz Henrique Molição, outro membro do grupo preso pela Polícia Federal. Molição afirmou que que o grupo tinha um mentor intelectual anônimo, a quem Delgatti se referia como "Professor". "Esse negócio de ‘Professor’ não existe”, afirmou o hacker.
Preso pela Operação Spoofing em julho, Walter Delgatti Neto, conhecido como 'Vermelho", confessou ter invadido os celulares de diversas autoridades do País, entre elas, o ministro Sergio Moro.
Veja também
Últimas notícias
Jovens em cumprimento de medidas socioeducativas são capacitados para o primeiro emprego
Condenação passa de 23 anos em ação do MPAL contra esquema em Arapiraca
Alcolumbre mantém votação de quebra de sigilo de Lulinha por CPMI do INSS
Vereadores exigem punição rigorosa à Braskem e cobram indenizações justas para famílias afetadas pela mineração
Caminhão tomba em São José da Laje e motorista é socorrido com dores no braço e na costela
JHC inaugura primeiro Gigantinho bilíngue da história de Maceió
Vídeos e noticias mais lidas
Carlinhos Maia é condenado a pagar R$ 200 mil por piada sobre má-formação óssea
Secretário da Fazenda de Maceió cria dificuldades para pagar fornecedores
Planalto confirma 13º infectado em comitiva com Bolsonaro
Indústria brasileira do setor alimentício terá fábrica em Rio Largo
