Educador dá dicas de atividades para as crianças durante quarentena
Responsáveis devem criar momentos de criatividade entre os pequenos
Nesta quarta-feira (25) completa uma semana em que as escolas particulares suspenderam suas atividades devido à pandemia de coronavírus. O 7Segundos procurou um educador para dar dicas aos responsáveis de como manter o ritmo de estudos dos pequenos e adolescentes durante este período.
“Claro que cada faixa etária exige propostas diferentes, mas vejo que há aquelas que atendem a toda infância, como por exemplo, promover ateliês de arte em que a criança poderá construir suas obras a partir de alguns incentivos ou simplesmente partir daquilo que tem em mente. É importante deixar que a criança parta daquilo que ela carrega, deixar que se expresse livremente”, disse Petterson de Sousa, especialista em Educação Infantil, Arte e Cultura.
Ele também falou da importância da leitura neste momento. “Leia com as crianças! Promova um momento de construção do lugar na casa que servirá de recanto da leitura, não é algo que exija muito, basta escolher onde será, um tapete, colcha ou mesmo um lençol e algumas almofadas para que o ritual da leitura possa ser construído. Se não tiver livros disponíveis, conte alguma história da sua infância e perceberá que isso pode ser tão encantador! Inclua a criança na organização da casa, certamente ela se sentirá útil e feliz em saber que pode ajudar! Deixe que ela brinque livremente e vá percebendo as necessidades que ela tem”.
Questionado sobre os responsáveis realizarem pequenas revisões de conteúdos já estudados, o educado diz que não é o momento.
“O mais importante é aproveitar a oportunidade do contato que estamos tendo e construir elos afetivos, sobretudo por ser isso tão raro, visto que quase sempre passam as crianças mais tempo em ambientes de ensino que em seus próprios lares. As famílias não precisam se preocupar com os conteúdos ministrados nos primeiros dias do ano letivo, precisam sim acolher as angústias das crianças e estar do lado delas, mesmo sabendo que há famílias impossibilitadas de estar junto às suas crianças, o momento é de trazer segurança e aconchego emocionais”, expressou.
Petterson reforçou que as crianças devem ser protagonistas em suas casas. “Acredito que se conseguirmos estabelecer propostas em que as crianças possam ser protagonistas, naturalmente estaremos contribuindo para esse retorno. Pode ser que seja necessário estabelecer com elas horário para as refeições, banhos, dormir, acordar, mas não vejo ser necessário "criar uma rotina" visando o retorno a algo que nem mesmo sabemos quando será; isso trará ansiedade a elas, e não precisamos deixá-las assim”.
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