Entidades em Alagoas cobram reabertura do Comércio
Manifestação é baseada no último discurso do presidente Jair Bolsonaro
A Associação Comercial de Maceió e a Federação das Associações Comerciais do Estado de Alagoas cobraram através de manifestação pública a abertura do comércio nos próximos dias.
Eles destacam os cuidados com a pandemia, mas citam as declarações do Governo Federal com a Economia, como base do pedido.
“São igualmente reiteradas as manifestações do Governo Federal e do Ministério da Saúde quanto à necessidade de as atividades sociais e econômicas seguirem seu curso regular, dentro de uma organização e regramento que observe irrestritamente as medidas de precaução e prevenção tendentes ao permanente combate à pandemia do Covid-19, a fim de que não haja recessão nos elementos essenciais como alimentos, medicamentos, produtos de saúde em geral, para o custeio dos próprios sistemas público e privado de saúde, manutenção de empregos e renda, pagamento dos salários nas esferas pública e privada e, enfim, para que não haja um colapso irreversível da economia brasileira”, traz um trecho.
Eles pedem o imediato planejamento da retomada da atividade econômica, formando um comitê que inclua lideranças empresariais, com objetivo de que a reabertura gradativa aconteça a partir do dia 31 e cobram o chamado isolamento vertical.
Também pedem que as empresas operem com horário ampliado, para evitar aglomerações e possam distribuir os atendimentos e o funcionamento das indústrias, do comércio e de serviços, mesmo que sob regime de escalas e com suas equipes alternadas, caso o setor produtivo tenha essa possibilidade.
Nota da Fecomércio também pediu reabertura
Em Nota Oficial divulgada na tarde desta quinta-feira (26), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL) solicita ao governador Renan Filho que não seja prorrogada a medida que determinou a paralisação da maior parte das atividades comerciais durante 10 dias, o qual acabará no próximo dia 30.
“A Fecomércio reconhece a importância das medidas de proteção coletiva no intuito de preservar a saúde da população alagoana, preservando nosso capital humano. Reconhece, também, que a suspensão das atividades do Comércio e de Serviços gera o desaquecimento da economia e, como consequência, o desemprego. É preciso equilibrar os interesses da sociedade e do setor produtivo para que o desenvolvimento seja contínuo, criando oportunidade a todos”, disse em nota o presidente da Federação, Gilton Lima.
De acordo com a Fecomércio, durante os 10 dias da suspensão, R$ 530 milhões de reais deixarão de ser faturados pelo setor terciário, ou seja, pelos segmentos do comércio e serviços de Alagoas.
Em Alagoas, o setor terciário representa 49% do PIB e emprega 66% dos trabalhadores em regime celetista, além de responder por 83,33% dos empreendimentos e por 44% da arrecadação de ICMS do Estado.
Atualizadas às 18h10.
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