Conselho não aprova o uso da hidroxicloroquina no tratamento da covid-19
Entidade defende a tese de que mais estudos precisam ser realizados
A hidroxicloroquina está no alvo das principais discussões sobre tratamento do novo coronavírus, mas como andam as investigações sobre a eficácia da substância. Nesta semana, Jair Bolsonado (sem partido) mais uma vez defendeu o uso, indo contra as recomendações de diversos órgãos ligados à saúde.
Conversamos com Daniel Fortes, secretário geral do Conselho Regional de Farmácia de Alagoas, que falou sobre o posicionamento da entidade e sobre as últimas discussões entorno do tema.
“Muitos estudos estão sendo realizados com a hidroxicloroquina para o tratamento da Covid-19 No Brasil e no mundo. Os resultados ainda são incipientes e inconclusivos. Com os dados disponíveis não é possível afirmar ainda que seja realmente eficiente para o combate ao vírus”, revelou.
A entidade se posicionou contra a propaganda que está sendo realizada sobre o medicamento e seu uso, alertando sobre os efeitos colaterais.
“Nós condenamos enfaticamente o uso domiciliar ou automedicação com hidroxicloroquina. Além da já citada falta de evidência científica sobre sua eficácia no tratamento da Covid-19, o medicamento possui uma riscos de efeitos colaterais, como arritmia cardíaca, distúrbios visuais, podendo inclusive provocar cegueira, anorexia, hipoglocemia, psicose e comportamento suicida”.
Daniel lembrou que O Ministério da Saúde já aprovou protocolo clínico para uso da hidroxicloroquina em ambiente hospitalar, dando autonomia aos médicos de prescreverem isoladamente ou em associação c outros medicamentos, desde que respeitados os critérios de segurança para o paciente.
A hidroxicloroquina é um medicamento utilizado para tratamento de Malária, mas também empregado no tratamento de doenças autoimunes, como o lúpus eritematoso e artrite reumatóide.
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