“Não adianta ampliar leitos se a população não tiver consciência de seu papel”, alerta secretário
Alexandre Ayres aponta duplicação na ocupação dos leitos em apenas 7 dias como indicador de descumprimento ao isolamento social
A crescente ocupação do número de leitos por pacientes com Covid-19, ao mesmo tempo em que Alagoas ainda está longe de alcançar o pico da doença, tem preocupado médicos e as autoridades de saúde do Estado. O cenário hoje é de mais de um terço de leitos da rede pública ocupados, com 35% das acomodações hospitalares destinadas ao tratamento do coronavírus preenchidas em Alagoas.
Essa escalada tão rápida no número de internações preocupa porque cada leito para tratamento do coronavírus demora, em média, até 20 dias para ser desocupado por um paciente devido à gravidade da doença. Um caso clássico de pneumonia, por exemplo, exige internação por até sete dias.
No atual ritmo de infectados, é cada vez maior a possibilidade de não ter vagas suficientes para atender todos os pacientes que busquem atendimento. Por isso a importância de a população buscar e intensificar o isolamento social. É esse o alerta e apelo do secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres.
“Esse isolamento vai terminar somente quando a população colaborar e compreender que é a parte principal desse desafio. Não adianta a gente ampliar os leitos de UTI aqui em Alagoas, como a gente já tem ampliado, se a população não tiver a consciência de que ela é a protagonista desse desafio. A gente precisa que as pessoas fiquem em suas residências”, afirma.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) confirma para o próximo dia 15 de maio a inauguração antecipada do novo Hospital Metropolitano, no Tabuleiro do Martins, que vai disponibilizar um total de 30 leitos de UTI e 130 leitos clínicos. Nos próximos dias também terá início a montagem do hospital de campanha que vai funcionar no Centro de Convenções Ruth Cardoso, em Jaraguá.
Porém, ressalta o secretário, não haverá leitos suficientes em nenhum Estado do país, não apenas em Alagoas, se todo mundo adoecer ao mesmo tempo. Por isso, só deve ir às ruas quem precisa, de fato.
A infectologista do Hospital Hélvio Auto, Marília Magalhães, faz o mesmo alerta. “O isolamento serve como meio de diminuir a propagação do coronavírus, além de promover tempo aos serviços de saúde para que eles se organizem e se adequem para lidar com a situação”, destaca.
A médica ressalta que a diminuição da velocidade do contágio é imprescindível para que o sistema de saúde, público e privado, se prepare para atender tantos casos. “Assim a gente consegue diminuir a pressão sobre o sistema de saúde. Se todos adoecerem ao mesmo tempo, não haverá espaço físico, material e pessoas para garantir atendimento eficaz e de qualidade, seja o serviço público ou privado, aqui no Brasil ou lá fora”, completa.
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