Arthur Lira começa a ter dificuldade em negociar com Bolsonaro cargos para o “Centrão”
Demora nas negociações não poderá salvar Bolsonaro de novas derrotas no Câmara
A aproximação do deputado federal Arthur Lira (Progressistas) com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já começou a azedar, antes mesmo de começar. Integrantes do “centrão” já começaram a pressionar o parlamentar alagoano pela nomeação imediata dos nomes indicados para importantes cargos no Governo Federal. O Planalto quer musculatura no Congresso - com a derrubada de Rodrigo Maia (DEM/RJ) - e o “centrão” a presidência da Câmara Federal.
A imprensa nacional já especulou os cargos que estão em negociação e revelou que as tratativas estão acontecendo entre Arthur Lira e o Ministro da Secretaria de Governo, general da reserva Luiz Eduardo Ramos.
O controle do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS); do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE); da Fundação Nacional de Saúde (Funasa); do Banco do Nordeste e do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (Dnit); além de cargos no segundo escalão do Ministério da Saúde, na gestão do oncologista Nelson Teich, seriam os cargos de interesse das legendas que compõem o “centrão”.
A demora na nomeação dos cargos indicados pelo grupo comandado por Arthur Lira pode implicar em uma nova série de derrotas e matérias de interesse do governo, no Congresso.
Esta semana um blog da Revista Veja publicou uma matéria revelando que Bolsonaro teria dado o comando do Banco do Nordeste a Arthur Lira. Através de sua assessoria jurídica, o deputado desmentiu a informação veiculada na imprensa nacional. “A publicação configura abuso de direito e viola o dever jurídico geral de não causar lesão a outrem”, diz trecho da nota assinada pelo advogado Willer Tomaz.
A efetivação do acordo entre o presidente Bolsonaro e o grupo que decide as votações no Congresso Nacional será a publicação das nomeações dos cargos negociados. Mesmo habilidoso em suas articulações, Arthur Lira pode ser prejudicado com a demora na concretização dessa aliança correndo o risco de perder o comando do centrão.
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