Crianças lançam campanha para arrecadar equipamentos para trabalhadores da área de saúde
Com histórias muito próximas de Covid-19, crianças de três famílias alagoanas criaram um movimento para arrecadar equipamentos de proteção individual para os profissionais
Com as famílias vivendo de perto os desafios e perigos do coronavírus, os filhos da médica Andresa Bastos, da publicitária Natasha Taques e da fisioterapeuta Ailka Freire se mobilizaram e criaram o projeto #FIQUESEGURO. “Cada uma de nós compartilhamos da mesma preocupação, especialmente Andresa que trabalha diariamente em 2 hospitais e se depara com a dificuldade dos profissionais da limpeza e auxiliares em comprar esse material. A Ailka é parente do primeiro caso grave que se curou em Maceió e passou mais de 20 dias entubado e eu vivenciei de perto a doença”, conta Natasha.
Foi vendo a preocupação da família que as crianças, com idades entre 6 e 10 anos, tiveram uma ideia: vender produtos de higiene e perfumaria, de fabricação artesanal, para arrecadar fundos e comprar esses EPI´S.
Maria Clara de Melo Mitomari, filha da médica Andresa, foi a responsável por mobilizar o irmão João Victor, e as amigas Lenita, Bianca e Beatriz, para iniciar a confecção dos produtos. “É muito importante ajudar as pessoas e dessa vez estou mais feliz porque tem mais gente ajudando”, comenta Maria Clara.
Com produtos que custam entre R$ 7,00 (sabonete) e R$ 20,00 (kit perfume e sabonete) os meninos convenceram as mães a divulgar a iniciativa nos grupos de amigos e nas redes sociais. Com isso, o projeto FIQUE SEGURO teve ajuda de outra iniciativa que surgiu durante a pandemia e ganhou um #empurraozinhoDUCK para chegar a mais pessoas que desejem ajudar.
Os interessados em apoiar a iniciativa e adquirir os produtos artesanais podem entrar em contato através dos telefones 98741-0121 (Andresa); 99905-1385 (Ailka) e 99105- 0029 (Natasha). “A venda dos sabonetes e perfumes produzidos por nossos filhos será totalmente revertida para compra de equipamentos de proteção (EPIs) para doar aos profissionais da saúde que necessitam. Esses profissionais ficando seguros podem salvar ainda mais vidas”, conclui a anestesista Andresa Bastos.
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