Caixa nega auxílio emergencial a 700 mil beneficiários do Bolsa Família
Presidente do banco alega que benefício foi negado para quem não se enquadra nos critérios para receber a ajuda
Chegar em uma agência no último dia 17 e receber apenas o dinheiro do Bolsa Família, valor bem menor do que o auxílio emergencial de R$ 600.
“Ela foi certa de que ia ganhar e, quando chegou lá, veio só o valor normal, que é R$ 178. A atendente disse que ela não foi selecionada”, conta Adriane Lopes, filha de Glaci.
Mais de 700 mil pessoas que recebem o Bolsa Família foram consideradas inelegíveis pela Dataprev, responsável pela análise dos cadastros, e não ganham nesse primeiro momento o auxílio de R$ 600.
A estatal analisou o Cadastro Único (CadÚnico) dos 19,9 milhões de beneficiários do Bolsa Família. Desses, 19,2 milhões foram aprovados para receber o auxílio emergencial. O restante, não.
As regras analisadas são: ser maior de 18 anos, não ter emprego formal nem receber seguro-desemprego ou benefício assistencial e ter renda familiar per capita até meio salário mínimo (R$ 522) ou total de até três salários mínimos (R$ 3.135).
O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, explicou nesse domingo (03/05) que o auxílio foi negado às 700 mil pessoas do Bolsa Família por não se enquadrarem nessas exigências.
“Existem esses detalhes”, evidenciou, ao destacar que empregados com carteira assinada ou que recebem o BPC, por exemplo, não têm direito ao auxílio.
Glaci, porém, contesta o resultado. Desempregada, a única fonte de renda que recebe, segundo ela, é do próprio Bolsa Família, além da ajuda dos filhos. O INSS ainda não analisou sua aposentadoria – a fila chega a 1,54 milhão de pessoas.
Alternativas
No dia 18, após receber a negativa da Caixa, Glaci fez o cadastro pelo aplicativo do auxílio emergencial. A opção foi criada primeiramente aos informais que não estavam no CadÚnico. Mas logo se estendeu aos que tiveram o benefício negado.
Aprenda aqui o passo a passo de como fazer o cadastro para obter o auxílio emergencial de R$ 600.
Desde então, quase 20 dias após fazer o cadastro no aplicativo da Caixa, a desempregada segue sem resposta se vai, ou não, receber os R$ 600.
“Quando a gente liga no 111, não explica por que o benefício foi negado. No aplicativo, diz que o cadastro vai ser analisado conforme os dados dela no Bolsa Família”, relata Adriane.
Porém, as contas chegaram na casa de Glaci. Com a pandemia do novo coronavírus, a situação dos filhos também foi prejudicada. Agora, é preciso contar as migalhas e esperar uma resposta positiva da Caixa.
“O dinheiro é importante até por conta da idade dela, pelas necessidades. É um direito que ela tem. Iria ajudar muito, como para comprar medicação. Os filhos ajudam como podem, mas, agora, com a situação da maneira que está, fica difícil”, complementa Adriane.
Veja também
Últimas notícias
PM apreende arma e drogas em ação contra suspeito de homicídios na Orla Lagunar
São Sebastião celebra Dia do Professor com festa, música e sorteio de prêmios
Motociclista fica ferido após colidir na traseira de carro em Palmeira dos Índios
Capim Cubano está de volta após 20 anos com nova versão de “Teresa Bandolera”
Projeto que garante continuidade da formação militar para grávidas é aprovado
Semana da Ciência: Gabi Gonçalves incentiva o conhecimento para crianças em AL
Vídeos e noticias mais lidas
Merendeira é homenageada por equipe de escola em despedida
[Vídeo] Chuvas abrem cratera e motoristas correm riscos na AL-101 Norte
Táxi de Arapiraca fica submerso após avanço da correnteza na Praia do Peba
Jovem é preso com arma e drogas no bairro do Jacintinho, em Maceió
