HGE implanta protocolo de testagem rápida de profissionais da saúde
Medida garante maior agilidade no mapeamento de casos da Covid-19 entre funcionários afastados por síndrome gripais
O Hospital Geral do Estado (HGE) implantou um protocolo específico para testagem rápida de diagnóstico da Covid-19 nos profissionais de saúde. A medida vale para os funcionários afastados por síndrome gripal durante a pandemia do novo coronavírus.
A ação visa mapear com maior celeridade os casos de Covid-19. E, seguindo a normatização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), os testes são realizados entre sete e dez dias após o início dos sintomas. O resultado é conhecido em 20 minutos após a coleta de sangue. Segundo a engenheira do Trabalho, Karlla Martiniano, a medida é importante não apenas para definir o retorno do profissional de saúde ao atendimento, mas também para a prevenção da disseminação do vírus no ambiente hospitalar.
Segundo ela, até o momento, dos 250 profissionais do HGE afastados por síndromes gripais, 20 testaram positivo para o novo coronavírus e estão em isolamento social. A engenheira do Trabalho especificou que, ao contrário da testagem de coleta da secreção, o teste rápido identifica os anticorpos produzidos pelas pessoas quando são infectadas pelo vírus.
Realizado pelo setor de Qualidade de Vida do Trabalhador (SQVT) a testagem dos funcionários segue um fluxo interno e acompanhamento específicos, com comunicado, agendamento de testes e acompanhamento de resultados.
De acordo com o médico Paulo Teixeira, gestor da unidade hospitalar, os testes ajudam a tranquilizar os profissionais. “É de suma relevância garantir que nossos profissionais se sintam cuidados. Nos primeiros dias, após o início dos sintomas, os anticorpos não são devidamente detectados pelo teste. Para atingir valores de sensibilidade de 86%, é necessário que o teste seja realizado após o sétimo dia do início dos sintomas. Assim como é obrigatório aguardar por 72 horas após o desaparecimento dos sintomas, antes da realização do exame. Isto se deve a evidência de redução importante da viremia após as 72 horas do fim dos sintomas”, informou Teixeira.
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