Prisões por violência doméstica em Maceió aumentam 500% entre março e maio
Período teve doze prisões em 2020, contra apenas duas em 2019
No período entre os meses de março e maio, houve um aumento de 500% de Prisões por violência doméstica em Maceió. A Patrulha Maria da Penha realizou 12 prisões de acusados de violência doméstica nesse período em 2020, contra apenas duas em 2019. Da segunda quinzena de março até o dia 26 de maio, foram seis prisões por descumprimento de medida protetiva e outras seis por flagrante de violência física (lesão corporal dolosa).
Atualmente, a Patrulha Maria da Penha protege 174 mulheres que tiveram medidas protetivas concedidas pelo Judiciário. Neste ano, 148 vítimas passaram a ficar sob proteção da patrulha, sendo 18 em janeiro, 11 em fevereiro, 42 em março, 47 em abril e 30 até o dia 26 de maio. No mesmo período do ano passado foram 60, aumento de 146%. Formada por 28 policiais militares, a patrulha conta atualmente com três viaturas nas quais são feitas as rondas e visitas às mulheres com medidas protetivas. Em dois anos de atuação, foram 3.285 visitas realizadas. Só de janeiro a maio deste ano, ocorreram 1.196.
"Os casos de violência doméstica aumentaram nesse período de isolamento. Infelizmente não fugimos à regra mundial", disse a major Danielli Assunção, que coordena os trabalhos da patrulha. Nesse período de isolamento, apenas a primeira visita é presencial. Segundo o cabo Eugênio, integrante da equipe, esse é o momento em que os policiais explicam como funciona a patrulha. "Isso vem sendo feito na calçada, com todos mantendo distância e usando máscara", destacou. Ainda de acordo com ele, os contatos seguintes com as vítimas têm ocorrido por telefone e por meio das rondas. "A gente liga, diz que está passando em frente à casa dela, buzina, a mulher vai até a porta e a gente conversa. É preciso ter esse cuidado porque algumas assistidas estão com covid. Uma infelizmente já faleceu", disse.
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