Professores emocionam ao deixar mensagens nas portas das casas de alunos
Um grupo de educadores da Casa José Carlos decidiu fazer uma surpresa carinhosa para os pupilos
Com o isolamento social e as escolas fechadas, o que restou para muitos alunos foi a saudade do contato com os professores que, além de ensinar com dedicação, se tornam amigos das crianças. O mesmo pode ser dito sobre os educadores que todos os dias recebiam o carinho dos pequenos.
E foi pensando em levar um pouco de afeto aos alunos durante a pandemia que um grupo de professores da Casa José Carlos, no bairro Paquetá, em BH, se juntou para fazer uma surpresa na última quinta (04). Os integrantes escreveram mensagens de carinho na porta das crianças, emocionando os pequenos e até os pais dos estudantes.
Rafael Morais, professor de educação física e um dos envolvidos na ação, conta que resolveu aderir à iniciativa após ver uma professora norte-americana fazendo o mesmo. “Vi a ideia, achei legal e mandei para nossa equipe. As professoras e secretária gostaram, e uma amiga que tem uma vã topou sair com a gente para fazer as mensagens”, explica.
O grupo fez desenhos nas calçadas das casas e deixou mensagens positivas aos alunos. “Estamos com saudade, logo nos veremos. Fique bem!”, diz uma delas.
“Traçamos uma rota passando pelas casas de quem mora na região. Paramos na porta, deixamos a mensagem e fomos embora, deixando a surpresa”, conta Rafael. “O que mais nos motivou foi que, embora estivéssemos em contato com os alunos, passando atividades, eles precisavam de algum afeto. Então levamos uma mensagem de positividade, esperança”, continua.
Ele explica que o retorno “foi melhor do que o esperado”. Foram diversas mensagens ao longo do dia dos alunos dizendo o quanto ficaram felizes e também dos pais. “Eu amei, até tirei foto. Vou guardar pra sempre no meu telefone”, diz uma das crianças em uma mensagem de áudio.
Pais também se emocionam
Quem também se emocionou com a iniciativa dos professores foram os pais. “Eu fiquei muito feliz e até emocionada na hora. Achei uma ação de muito carinho neste momento”, conta Natália Correia, mãe dos alunos Kaio e Sophia, de 11 e 10 anos.
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