Hospital diz que Queiroz não fazia tratamento regular em Atibaia
Instituição afirmou que ex-assessor de Flávio Bolsonaro passou por uma consulta no local em janeiro deste ano.
O Hospital Novo Atibaia afirmou que Fabrício Queiroz não estava em tratamento de saúde regular na instituição. Ele apenas passou por uma consulta no local em janeiro deste ano (leia a íntegra da nota ao fim desta reportagem).
Em 2019, Queiroz fez um tratamento no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ele pagou R$ 133,5 mil em espécie por uma cirurgia no local, que fica a cerca de 80 km de Atibaia.
Mesmo com paradeiro desconhecido, Queiroz sempre afirmava estar mal de saúde, a ponto de não poder comparecer a interrogatórios -- ao ser preso na cidade do interior de São Paulo em operação da Polícia Federal deflagrada nesta quinta-feira (18), tornou a dizer que estava "muito doente".
O ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi preso em Atibaia após ser localizado em um imóvel de Frederick Wassef, advogado da família Bolsonaro (a Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo disse que não encontrou indícios de que o local funcionava como um escritório de advocacia, apesar do imóvel possuir uma placa sinalizando isso).
No período da tarde, após passar por perícia em São Paulo, Queiroz foi transferido para o Rio de Janeiro, onde permanece preso em Bangu 8. Ele ficará isolado por 14 dias, seguindo o protocolo de prevenção da Covid-19.
O mandado de prisão preventiva — sem prazo para acabar — foi expedido pela Justiça do Rio de Janeiro, num desdobramento da investigação que apura esquema de "rachadinha" na Assembleia Legislativa do estado (Alerj). No esquema, segundo a investigação, funcionários de Flávio, então deputado estadual, devolviam parte do salário, e o dinheiro era lavado por meio de uma loja de chocolate e através do investimento em imóveis.
Influência com milicianos e vida 'saudável'
Na decisão que autorizou a prisão de Queiroz, o juiz Flávio Itabaiana, da 27ª Vara Criminal, cita a sua a influência com milicianos no Rio, repasses de ex-assessores para conta de Queiroz no valor de R$ 2.039.656,52 e saques na conta do investigado que totalizam quase R$ 3 milhões.
Os promotores do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção destacam também que, durante a investigação, fotografias e mensagens de texto demonstraram que, apesar de Fabrício Queiroz alegar não poder depor por suposta indicação médica, ele levava uma vida ativa, aparentando estar bastante saudável, chegando a consumir bebidas alcoólicas e churrasco.
Fotografias e mensagens de texto anexadas ao pedido de prisão de Queiroz mostram um pouco da rotina de Queiroz em Atibaia.
Para o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a vida de Queiroz na casa era “confortável e ativa”.
Queiroz, no entanto, afirmava estar mal de saúde, a ponto de não poder comparecer a interrogatórios -- ao ser preso, ontem, tornou a dizer que estava "muito doente".
Veja a nota do hospital:
"O Hospital Novo Atibaia esclarece que Fabrício Queiroz, preso na manhã de hoje em Atibaia, não estava em tratamento de saúde regular nesta instituição. A assessoria confirma, porém, que o paciente passou por uma consulta em janeiro deste ano, mas não divulgou os detalhes dessa consulta."
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