Alfredo Gaspar fala em intervenção imediata em caso da Braskem
O candidato se coloca veementemente contra à extração de sal-gema
Em entrevista concedida na manhã de hoje (26) a uma TV por assinatura, Alfredo Gaspar, candidato do MDB a prefeito de Maceió, disse que vai exigir celeridade no pagamento das indenizações por parte da empresa Braskem, à população atingida pelo afundamento dos bairros Pinheiro, Mutange, Bom Parto e Bebedouro. Segundo ele, os moradores foram os principais prejudicados pelo desastre provocado pela mineradora.
“Também vou responsabilizar, via ação judicial a ser movida pelo Município de Maceió, a Braskem pelos graves danos causados à população e à cidade. Esses são compromissos assumidos no meu Plano de Governo, assim como a criação de um conselho de gestão de crise, ligado diretamente ao Gabinete do Prefeito, e estabelecer uma equipe multissetorial, com a participação de membros dos bairros atingidos, que vai efetivar todas as ações para solucionar e mitigar os danos junto à população”, revelou o candidato.
A mobilidade urbana, segundo ele, é um desses danos, já que afeta as principais avenidas e ruas dos bairros atingidos e também o VLT, um importante modal de mobilidade para quem reside na região. “Nós vamos utilizar todos as vias que tenham condições de absorver um aumento de tráfego, como o Eixo Cepa. Além disso, vamos discutir com as empresas de transporte urbano e com os órgãos de trânsito, corredores específicos de ligação entre os pontos trafegáveis e também estações de transbordo de passageiros. Sendo viável, poderemos utilizar a lagoa como alternativa de transporte”, informou.
O candidato se coloca veementemente contra à extração de sal-gema no município de Maceió. “Eu fui o primeiro a peitar a Braskem, fui o primeiro a pedir e conseguir, enquanto chefe do Ministério Público, a suspensão das atividades de mineração dos poços da Braskem em Maceió. Da mesma forma, liderei uma força tarefa que impetrou a primeira ação judicial bilionária responsabilizando a Mineradora pelos danos causados à população”, disse.
Em relação à forma como o caso vem sendo tratado, ele faz questão de destacar o papel dos Ministérios Públicos Estadual e Federal e das Defensorias Públicas que, desde o início, buscam responsabilizar a Braskem e diminuir os efeitos da tragédia para a população. “Juntos, conseguimos fazer com que a mineradora buscasse um acordo agilizando uma negociação pré-processual para indenizar as vítimas de forma mais célere, que não se transformasse numa negociação interminável na Justiça. E isso não se deu de forma espontânea. Além das nossas cobranças, o bloqueio bilionário que obtivemos da Justiça e a proibição da divisão de lucros entre os sócios derrubaram as ações da empresa no mercado internacional”, afirmou. Para Alfredo Gaspar já passou da hora de exigir agilidade imediata nos pagamentos e a inclusão de todas as vítimas, acompanhando o aumento do mapa de risco.
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