Alagoas deve iniciar cirurgias para transplante de fígado
Estado, Santa Casa e Central de Transplantes de Alagoas se reuniram hoje para oficializar o início dos transplantes
O mês do transplante, no calendário de conscientização nacional, ocorre em setembro e tem a cor verde como representatividade. Em Alagoas, uma grata notícia para quem necessita de um procedimento de fígado foi anunciada nesta segunda-feira (26) pelo secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres. Reunido com a coordenação da Central de Transplantes de Alagoas, com representantes da Associação Alagoana de Doentes e Transplantados de Fígado (ALAF) e com o médico Oscar Ferro, responsável pelas cirurgias no Estado, Alexandre Ayres informou que o Estado de Alagoas está habilitado para realizar o transplante de fígado.
“A partir de agora, o Estado de Alagoas está pronto e habilitado para realizar os procedimentos de transplante de fígado. Os alagoanos não precisarão mais viajar para outros estados, como Pernambuco, com o objetivo de serem submetidos à cirurgia. É mais um grande passo que o Governo de Alagoas consegue em uma área tão importante na saúde pública”, destacou o secretário.
Alexandre Ayres recordou que a Associação Alagoana de Doentes e Transplantados de Fígado já havia feito uma série de solicitações para que os transplantes acontecessem no Estado, evitando assim uma série de desgastes para quem necessita do procedimento cirúrgico. Ele ressaltou que o Governo promoverá uma campanha de incentivo e conscientização, com o objetivo de orientar a população sobre as doações de órgãos.
De acordo com a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniella Ramos, Alagoas havia conseguido a habilitação para o transplante de fígado em 7 de abril deste ano, mediante Portaria 313/2020 publicada em Diário Oficial da União. Para a viabilização do programa, todos os transplantes de fígado acontecerão na Santa Casa de Misericórdia de Maceió, que já está credenciada pelo Ministério da Saúde (MS).
Os procedimentos serão realizados pelo médico Oscar Ferro, os cirurgiões Felipe Augusto Porto de Oliveira e Leonardo Wanderley Soutinho, os anestesiologistas Nélio Monteiro e Cira Queiroz, além da equipe da Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
“Com essa indicação do Governo de Alagoas, pensamos em uma estrutura para que o programa fosse viabilizado. Começamos a trabalhar o projeto no final de 2019, com o processo de credenciamento, quando reunimos e enviamos todos os requisitos solicitados pelo órgão federal. Uma comissão de Brasília veio até a Santa Casa de Maceió para vistoriar se tínhamos a estrutura adequada para esse tipo de cirurgia, o que foi certificado. Hoje estamos credenciados via SUS [Sistema Único de Saúde]”, contextualizou o médico Oscar Ferro.
A Doação – De acordo com a Central de Transplantes do Estado, para que o transplante de fígado aconteça integralmente em Alagoas, as famílias de pacientes com diagnóstico de morte encefálica confirmado têm papel fundamental. Mensagens por escrito deixadas pelo doador não são válidas para autorizar o procedimento. O processo de retirada de qualquer órgão só acontece após os familiares darem o aval à cirurgia, assinando um termo.
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