Oito meses na linha de frente da pandemia, médicos pedem valorização em Alagoas
Profissionais recebem o menor salário do país
O primeiro caso de coronavírus em Alagoas apareceu no dia 08 de março na capital. Desde então os profissionais da saúde iniciaram uma batalha para cuidar dos infectados no Estado. Oito meses depois, os médicos pedem valorização da profissão.
“Em momentos de dor, somos aclamados heróis, mas passada a aflição somos tratados com indiferença. Entretanto, damos o nosso melhor o tempo todo, com ou sem pandemia. Apresentamos resolutividade às queixas dos pacientes, mesmo diante de condições de trabalho adversas, como acontece nas unidades de saúde do município de Maceió, e também na média e alta complexidade da rede estadual”, disse o presidente do Sinmed, Marcos Holanda.
O profissional explicar que a população precisa entender que por trás das máscaras, luvas e jalecos existem seres humanos. “O médico é cidadão, é pai e mãe de família, tem sentimentos e compromissos para honrar. Não é justo que os gestores nos tratem como maquinário descartável”.
O presidente do Sinmed lembrou que Alagoas paga ao médico o menor salário do país. “Além de ser pouco, nosso salário também está congelado há oito anos em Maceió, que deveria dar bom exemplo, já que apresenta superávit”.
Marcos fala dos perigos da terceirização. “Deveria ser exceção, mas virou regra. A resistência ao concurso é grande, e quando os gestores publicam edital para um certame o número de vagas na área médica praticamente não existe”, lamentou.
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