Pesquisa mostra que adultos alagoanos são os mais sedentários do Brasil
Em 2019, o sedentarismo chegou a atingir 70,6% das pessoas com 60 anos ou mais em Alagoas.
Nessa quarta-feira (18), os Dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS),realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelaram que no ano de 2019, 49,3% dos adultos alagoanos eram insuficientemente ativos, ou seja, não praticavam atividade física ou o fizeram por menos do que 150 minutos por semana considerando lazer, trabalho e deslocamento para o trabalho, mas sem contabilizar o tempo dedicado às atividades domésticas. A taxa do estado ficou acima da média registrada para o Brasil (40,3%) e foi a maior entre todas as unidades da federação.
No recorte apresentado na pesquisa mostra que entre as mulheres alagoanas adultas, 54,7% eram insuficientemente ativas, enquanto a taxa dos homens era de 42,9%. Em Maceió, cerca de 30,5% dos homens adultos eram insuficientemente ativos, e a taxa para as mulheres era de 45,5%.
Em 2019, o sedentarismo chegou a atingir 70,6% das pessoas com 60 anos ou mais em Alagoas. Por outro lado, eram 33,7% de jovens insuficientemente ativos no grupo de idade de 18 a 24 anos.
Ainda existe uma relação entre nível de instrução e prática de atividades físicas. Dos indivíduos sem instrução ou com fundamental incompleto 60,6% são fisicamente inativos, número que reduz consideravelmente até os indivíduos com ensino superior, 36,9%. Da mesma forma, o percentual do grupo de pessoas sem rendimento até 1/4 do salário mínimo foi de 58,8%, caindo até 32,8% para as pessoas com rendimento per capita superior a 5 salários mínimos.
Em relação às características de cor ou raça, foi possível observar que 50% das pessoas brancas eram insuficientemente ativas. Já entre as pessoas pretas 47,9% estavam nesta condição. Entre os pardos, 49,4% não praticavam o nível recomendado de atividade física.
Na PNS 2019, a proporção de adultos classificados na condição de insuficientemente ativos no Brasil foi de 40,3%. Entre as mulheres foram observadas frequências mais elevadas em todas as Grandes Regiões, em comparação aos homens. No Brasil, 47,5% das mulheres eram pouco ativas, diferente dos homens, que apresentaram uma taxa de 32,1%. Mais da metade (59,7%) das pessoas de 60 anos ou mais de idade era insuficientemente ativa, e o grupo de idade menos sedentário foi o de 18 a 24 anos de idade (32,8%), seguido do grupo de 25 a 39 anos (32,9%).
Apenas 1,9% dos adultos alagoanos participam de programas públicos de incentivo à prática de atividade física
A PNS também revelou que apenas 1,9% dos adultos alagoanos participavam de programas públicos de incentivo à prática de atividade física, o que representava um número absoluto de 46 mil pessoas. A taxa foi a segunda mais baixa da região nordeste, à frente somente da Bahia (1,7%). Em Maceió, 1,6% dos adultos estavam engajados nesse tipo de atividade, correspondendo a um total de 12 mil pessoas.
Esses programas contam com um engajamento maior da população jovem, 18 a 24 anos, 2,4%. A proporção do grupo etário de 40 a 59 anos foi de 2,1%, 60 anos ou mais, 1,8%, e 25 a 39 anos, 1,5%.
Em Alagoas, um a cada cinco adultos assistia televisão por três horas ou mais por dia
O tempo gasto em comportamentos sedentários está fortemente relacionado ao aumento do risco de desenvolver doenças, havendo múltiplas evidências de que o número de horas diárias que o indivíduo despende vendo televisão aumenta sua exposição à obesidade e, consequentemente, a outras doenças.
Em 2019, 498 mil pessoas, ou seja, 20,7% da população adulta alagoana relataram ter assistido televisão por três horas ou mais por dia. A população idosa (60 anos ou mais) é o grupo etário que apresenta maior proporção de pessoas que assistia televisão por três ou mais horas ao dia, 25,6%. Os outros grupos etários apresentaram percentuais próximos, variando de 16,9% até 20,2%. Quanto ao nível de instrução, a menor proporção de adultos que assistiam televisão por 3 ou mais horas diárias tinha nível superior completo, representado por 16,8% deste estrato.
A condição em relação a força de trabalho influencia o uso de TVs, principalmente se considerar que as pessoas ocupadas possuem um tempo disponível menor, o que acaba dificultando utilizar a TV por três horas ou mais por dia. Para o grupo fora da força de trabalho, a proporção dos que assistiram TV por esse período diário foi de 23,1%, Já os desocupados eram 28% e os ocupados, 17,3%.
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