Cães e gatos também precisam de prevenção contra o câncer de pele
É preciso estar atento a qualquer sinal suspeito como nódulos, alterações no aspecto da pele ou uma cicatrização mais demorada de feridas
Com a chegada do último mês do ano e da estação do calor, as temperaturas aumentam consideravelmente e a preocupação em proteger a pele dos raios ultravioleta passa a ser a prioridade número um para quem gosta ou precisa estar exposto a sol, especialmente, quando o cuidado está relacionado à prevenção de um tipo de câncer muito comum no Brasil: o câncer de pele.
Mas, o que uma boa parte da população – em especial tutores de cães e gatos – não se dá conta é que o seu amiguinho de quatro patas também pode ser afetado, às vezes gravemente, com a exposição aos raios solares, que também pode resultar em tumores cancerígenos.
Por este motivo – e aproveitando a visibilidade da campanha de prevenção do câncer de pele, realizada anualmente em todo o país pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, chamada de Dezembro Laranja – o Conselho Regional de Medicina Veterinária de Alagoas (CRMV-AL) aproveita para reforçar o alerta junto aos tutores de pets para a grande incidência da doença nesses animais.
De acordo com o médico-veterinário Leonardo Soares, especialista em Oncologia Veterinária e membro da Comissão de Bem-Estar Animal do CRMV-AL, embora não hajam estatísticas da incidência da doença em Alagoas, a prática no consultório vai de encontro às estatísticas nacionais, que apontam o câncer de pele como o terceiro tipo de câncer mais comum entre cães e gatos, especialmente, os de pelo mais claro.
“A doença costuma ser mais frequente em gatos, pois estes costumam viver mais ao ar livre, muitos deles soltos nas ruas, expostos durante muito tempo ao sol. Neles, é mais frequente o aparecimento de tumores do tipo carcinoma de células escamosas, que geralmente ocorre na narina do gato ou nas orelhas. Já nos cães, surgem melanomas ou outros tipos de neoplasias que sejam comuns na pele desses animais”, explica o médico-veterinário.
É preciso estar atento a qualquer sinal suspeito como nódulos, alterações no aspecto da pele ou uma cicatrização mais demorada de feridas. Daí a importância das visitas regulares ao médico-veterinário, pois quando mais cedo a doença for diagnosticada, menor será o sofrimento do animal.
O tratamento do câncer de pele em cães e gatos é feito inicialmente com procedimento cirúrgico, seguido de radioterapia quimioterapia ou eletroquimioterapia. Mas o Dr. Leonardo lembra que o tratamento mais eficiente é a prevenção e destaca as principais recomendações para manter seu pet longe da doença:
* Evitar exposição ao sol no horário entre 10h e 15h;
* Evitar que gatos tenham acesso à rua para evitar exposição aos raios solares;
* Utilizar filtros UV nas janelas, para evitar a exposição dos pets;
* Caso apareça qualquer lesão cutânea, procurar um médico-veterinário o mais rápido possível, para que seja feito um diagnóstico preciso e o tratamento de forma eficiente, evitando que a lesão possa vir a evoluir para alguma neoplasia (ceratose actínica).
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