Bolsonaro suspende compra de seringas até que preço volte “à normalidade”
Presidente escreveu, em uma postagem, que as unidades da Federação têm estoque suficiente para iniciar a vacinação contra a Covid-19
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) comentou nesta terça-feira (6/1), por meio de uma postagem no Twitter, a frustração na compra de seringas pelo governo federal.
Segundo ele, o governo suspendeu a compra de seringas devido à alta de preços do produto. “Como houve interesse do Ministério da Saúde em adquirir seringas para seu estoque regulador, os preços dispararam e o MS suspendeu a compra até que os preços voltem à normalidade”, afirmou.
No fim de dezembro, o Ministério da Saúde abriu licitação para adquirir 300 milhões de seringas e assegurar as condições para a vacinação contra a Covid-19, mas só conseguiu oferta para adquirir 7,9 milhões no pregão eletrônico. O número corresponde a cerca de 2,4% do total de unidades que a pasta desejava adquirir.
Segundo o mandatário, ainda que a licitação não tenha sido bem-sucedida, estados e municípios possuem estoque suficiente para o início da campanha, já que a quantidade de vacinas não é grande na primeira fase de vacinação.
“Estados e municípios têm estoques de seringas para o início das vacinações, já que a quantidade de vacinas num primeiro momento não é grande”, escreveu o presidente.
Bolsonaro também pontuou que o Brasil consome 300 milhões de seringas por ano e é um dos maiores fabricantes do material.
Comparação
Ao comparar a situação do Brasil, que está atrás de cerca de 50 países no início da campanha de vacinação, Bolsonaro disse que muitos adquiriram doses pequenas do imunizante da Pfizer.
“Por volta de 44 países estão vacinando, contudo a Pfizer vendeu para muitos desses, apenas 10 mil doses. Daí a falácia da mídia, como se estivessem vacinando toda a população.”
O presidente também apresentou uma tabela com o percentual de vacinados em alguns países, mas não citou a fonte da informação.
Valor defasado
Segundo Paulo Henrique Fraccaro, superintendente da Associação Brasileira da Indústria de Artigos e Equipamentos Médicos e Odontológicos (Abimo), o Ministério da Saúde ofereceu o valor defasado de R$ 0,13 por seringa, e as empresas pediam entre R$ 0,22 e R$ 0,48, a depender do item.
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