Brasil é o segundo em número de casos de hanseníase no mundo
Dermatologista do Sistema Hapvida em Maceió explica que doença tem cura
Conheça. Previna. Identifique. Trate. Esse é um dos lemas do Dia Mundial da Hanseníase, comemorado no último domingo (31). A data chama atenção para a importância do diagnóstico precoce de uma das doenças de pele que mais acometem os brasileiros.
Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que, a cada ano, cerca de 210 mil pessoas são detectadas com hanseníase. O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de casos, perdendo apenas para a Índia.
Na última década, foram registrados cerca de 30 mil novos casos por ano no país, com maior concentração nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Doença é considerada endêmica no Brasil
A dermatologista do Sistema Hapvida em Maceió, Rita Concília, explica que a hanseníase é uma doença endêmica e infectocontagiosa transmitida através de gotículas provenientes do nariz ou saliva do paciente contaminado pela bactéria Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hansen.
“Os principais sintomas da hanseníase são o aparecimento de lesões na pele, geralmente em forma de manchas brancas ou vermelhas, dormência e alteração de sensibilidade da face, mãos e pés”, explica a especialista. Além da pele, se não tratada, a enfermidade também pode afetar olhos, nervos periféricos e, eventualmente, outros órgãos.
A Dra. Rita afirma que a hanseníase é uma doença democrática e pode acometer qualquer pessoa, independente do sexo ou faixa etária. “O diagnóstico precoce é crucial para o controle da patologia, e, para isso, é essencial a avaliação de um médico dermatologista”, complementa a médica do Hapvida.
Tratamento é realizado com antibióticos
A boa notícia é que a hanseníase tem cura. Segundo a especialista, o tratamento envolve a administração de antibióticos que devem ser usados de forma padronizada. “O paciente deve tomar a primeira dose mensal supervisionada pelo profissional de saúde, sendo as demais auto administradas”, orienta a médica.
“O caminho para a cura é a informação. Quanto mais cedo o paciente diagnosticar e se tratar, maior a chance de evitar sequelas”, finaliza a dermatologista.
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