Para Ronaldo Lessa, gestão de Bolsonaro é um “desastre” e Lula é muito forte em Alagoas
Vice-prefeito negou qualquer desentendimento com JHC e informou que se afastou para tratamento médico
O ex-governador de Alagoas e vice-prefeito de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), acredita que o ex-presidente Lula (PT) é muito forte no Estado, caso decida disputar a presidência da República em 2022. Ao Portal 7Segundos, ele revelou que ainda é muito cedo para fazer uma análise do cenário para as eleições, mas a certeza é de que o presidente Bolsonaro (sem partido) não será uma figura para a polarização, caso continue na administração que ele caracteriza como “desastre”.
“A Justiça não pode ser um instrumento de perseguição de ninguém. Se o Lula for culpado num novo processo, vai chegar. Se não for, ele será inocentado, da mesma forma que foram anuladas as condenações contra ele. O Lula é muito forte aqui em Alagoas”, afirmou Lessa, que é o presidente do PDT no Estado.
Na avaliação do ex-governador, é fácil comprovar a influência política que o ex-presidente Lula possui. “O Haddad ganhou no estado. Bolsonaro ganhou em Maceió, mas no Estado foi o PT. Isso mostra a força do Lula”, destacou fazendo referência às eleições presidenciais de 2018, onde o candidato do PT e Bolsonaro foram para o segundo turno.
Embora tenha a convicção da força de Lula em Alagoas, Ronaldo Lessa acredita que ainda há muitas definições que precisam ser concretizadas, como possíveis candidaturas do governador de São Paulo João Dória (PSDB), do apresentador Luciano Hulk, e do presidente nacional do PDT, Ciro Gomes.
“É muito cedo para falar em relação à presidência. Mas o que vai acontecer é a performance dos outros. Por exemplo, o Ciro Gomes, daqui para lá: o que é que ele vai querer, o quanto ele vai crescer. Tem o Dória que quer ser candidato, o Hulk ou qualquer um outro que possa aparecer”, pontuou.
Ronaldo Lessa caracterizou o governo Bolsonaro como um “desastre”, e disse acreditar que, se continuar nesse ritmo, será difícil polarizar com o ex-presidente Lula. “E tem também o presidente, se continuar nesse desastre que ele está governando o país, ele não pode ser essa figura de polarização com Bolsonaro o Lula. Não acredito que a gente já possa dizer. É hoje, porque aconteceu esse fato, mas daqui para lá tem muito rio para passar debaixo da ponte”, opinou.
Por fim, quando questionado o motivo de ter interrompido as visitas que eram frequentes à diversas secretarias municipais e se houve algum desentendimento com o prefeito de Maceió, JHC (PSB), Lessa negou qualquer mal-estar e alegou estar em tratamento médico.
“Comecei a ne sentir mal, até descobrir que era Covid-19 fui me tratar. Não tento mais 30 ou 40 anos. Não fui vacinado antes porque tinha que esperar 30 dias após a confirmação da doença. Agora, já vacinado, pretendo voltar às visitas já na próxima semana. Não há nenhum problema entre o PDT, PSB ou prefeito. Entre a gente não tem nada! O que estamos tendo é compreensão. Só me afastei por causa da Covid. Mas em breve estou de volta visitando as secretarias e trabalhando muito”, concluiu Ronaldo Lessa.
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