“Se faltar sala, a gente dá aula embaixo da mangueira”, diz reitor da Ufal após cortes
Universidade teve redução de R$ 42 milhões na verba anual, além disso, sofre com o bloqueio de R$ 43,7 milhões
A situação da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) é crítica. Isso porque, após a sanção do Orçamento Geral da União feita pelo presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o corte de R$ 42 milhões na verba anual da instituição foi oficializado. Com isso, o valor de custeio de 2021 caiu para R$ 105,7 milhões, porém, desta quantia, R$ 43,7 milhões estão contingenciados.
Além desses valores, o Ministério da Educação (MEC) também bloqueou 13,8% da verba. Dessa forma, a Ufal foi de um orçamento de aproximadamente R$ 147 milhões, em 2020, para cerca de R$ 46 milhões neste ano, até então.
“Se faltar sala, a gente dá aula embaixo da mangueira. A gente vai sobreviver e não vamos parar de funcionar. O que me deixa mais triste é que a Ufal é a única federal do estado e tem 29 mil estudantes. Nós batemos o recorde de vagas preenchidas no SISU, gerando um aumento geral na nota de corte de todos os cursos. Isso mostra que os jovens alagoanos querem estudar aqui”, pontuou o reitor da universidade, Josealdo Tonholo.
Tonholo explicou que, desde o começo do ano, a Ufal não pagou nenhuma conta de luz ou de água, além dos serviços de Correio e gasolina, que já foram cortados. A instituição recebeu avisos de corte de energia, mas essa não deve ser cortada, por causa do Hospital Universitário.
“O impacto é muito grande. A Ufal expandiu muito de 2006 para cá, isso implica muitas obras, que exigem manutenção. Esse corte compromete, principalmente, a estrutura física e inviabiliza a operação regular”.
Bolsas de pesquisa
Os estudantes que dependem de bolsas de pesquisa também sofreram com o corte e contingenciamento. Apenas os do Plano Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), que contempla os que estão em situação de vulnerabilidade social, continuam recebendo, pois vem de uma rubrica com código específico; mas, ainda assim, do ano passado para este houve uma redução de R$ 5 milhões, indo de R$ 23 milhões para R$ 18 milhões.
“Ainda estamos conseguindo pagar esses. Mas as de monitoria e de extensão dependem, exclusivamente, do dinheiro de manutenção da Ufal. Nem abrimos edital para o de monitoria e suspendemos o de extensão. Mantivemos os programas até o dia 30 de abril, porém, os estudantes não estavam conseguindo receber, porque nunca chegou verba suficiente para fazer o pagamento. Essa verba de janeiro até o mês passado nós vamos tentar pagar parcelado ao longo do ano”, disse o reitor.
Em relação aos programas Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI), Tonholo relatou que conseguiram garantir recursos até o meio do ano, que é quando acaba o edital. “Fizemos isso porque a universidade tem que dar uma contrapartida para Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal) e para o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ). Está com atraso, mas será pago. Mas, depois de julho, não teremos mais”.
Últimas notícias
Secretaria do Trabalho inicia a semana com 1.247 vagas de emprego por meio do Sine Maceió
Lula chega à França para o G7; governo vê chance de reunião com Trump
Morte em salto sem corda: veja o que funcionários presos disseram à polícia
Fabio Costa cobra reação do Estado após série de arrombamentos atingir complexo policial em Maceió
Limoeiro de Anadia participa do maior evento de inovação do Nordeste
Vídeo mostra momento da colisão entre helicópteros que matou seis no Rio
Vídeos e noticias mais lidas
Profissionais de saúde são contratados para substituir doentes por covid-19
Prefeitura anuncia inauguração da avenida Senador Benedito de Lira com Raí Saia Rodada
Após demissão de Moro, Bolsonaro fará declaração às 17h
Fernando Barbosa, fundador do tradicional Bar do Caldinho, morre aos 76 anos em Arapiraca
