Jó Pereira pede novo local de vacinação para grávidas e puérperas em Maceió
Debate ocorreu durante sessão na ALE nesta quarta-feira (12)
A deputada Jó Pereira (MDB) lamentou o fato de a mulher estar sendo, mais uma vez, instrumento de “disputa de poder” em Alagoas durante sessão na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) na manhã desta quarta-feira (12).
A parlamentar criticou o fato de as gestantes e puérperas estarem sendo vacinadas contra o novo coronavírus no Hospital da Mulher, que tem sido usado para o tratamento de pacientes com Covid-19.
“Estou indignada e, também como integrante da Comissão da Mulher, não poderia ficar calada. As mulheres estão sendo vacinadas em um ambiente que tem o nome delas, mas não está sendo utilizado para essa finalidade no momento”, prosseguiu, defendendo que a vacinação ocorra em pontos distintos da capital, mais próximos das residências dessas mulheres, inclusive para que elas possam evitar a aglomeração do transporte público coletivo.
Ainda sobre o Hospital da Mulher, a parlamentar lembrou que, antes até de se tornar “hospital da Covid-19”, “porque o Governo do Estado não aceitou um hospital de campanha para essa finalidade, mesmo com resultados”, a unidade hospitalar ainda não era ainda referência no tratamento do câncer e no tratamento obstétrico, por exemplo, sendo referência somente no parto humanizado, “apenas um dos aspectos que nós, mulheres, precisamos e carecemos”.
Jó aproveitou o momento ainda para voltar a cobrar o cumprimento da Lei do Parto Humanizado, de sua autoria, e para alertar para o fato de que, durante a pandemia, as demais doenças estão sendo negligenciadas em Alagoas, citando o egistro de falta de medicamentos destinados às crianças acometidas pela síndrome congênita do zika vírus e para pacientes com HIV, entre outros.
Sobre a outra denúncia trazida novamente ao Plenário por Davi Maia, referente a compra frustrada de respiradores pelo governo, via Consórcio Nordeste, Jó disse entender que, independente de os recursos utilizados serem estaduais ou federais, com a repercussão do fato no Congresso Nacional, caso sejam identificadas irregularidades envolvendo o estado, tanto a Assembleia Legislativa quanto o Tribunal de Contas terão o dever de posicionar.
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