Comerciantes na capital buscam recuperar vendas em meio a incertezas da pandemia
Pesquisa do Sebrae aponta que cerca 75% dos empreendedores alagoanos registraram queda no faturamento.
Em mais de um ano de pandemia, a rotina dos alagoanos foi totalmente transformada devido a necessidade de isolamento social, adotada para evitar a proliferação da Covid-19. Com a baixa circulação, as vendas de comerciantes que trabalham em centros comerciais foram profundamente impactadas.
“Afetou geral” , e o que diz Lucélia Carvalho da Silva, de 42 anos, que trabalha no Shopping Popular de Maceió há nove anos. Segundo ela, as vendas caíram cerca de 70% desde o início da pandemia. “O cenário continua delicado, nós não podemos dizer que os comércios estão reerguidos, estamos com um déficit no nosso trabalho. Estamos renegociando dívidas, renegociando empréstimos…”, explica.
A microempresária do ramo de vestuário faz parte da estatística constatada pela pesquisa "O Impacto da pandemia de coronavírus nos Pequenos Negócios", realizada pelo Sebrae em 2021, que apontou que 75% dos empreendedores alagoanos que responderam ao questionário registraram queda no faturamento durante os meses de pandemia.
Para tentar diminuir a crise, o Governo Estadual tem tomado iniciativas que impactam o setor, como as isenções tributárias, e a criação de linhas de crédito, anunciadas em março. As medidas devem custar aos cofres públicos cerca de R$ 100 milhões.
Para Lucélia, a flexibilização das medidas de distanciamento, adotadas nos últimos decretos emergenciais tem ajudado na retomada do mercado, mas ela afirma que, ao mesmo tempo que em comemora as vendas, convive com o medo de infecção pela Covid-19: "Estamos em um ciclo evolutivo. Todo dia morrem pessoas em Alagoas de Covid-19, isso ainda é anormal”, lamentou.

E para boa parte dos pequenos empresários, a oscilação nas vendas deve permanecer pelos próximos meses, o que também foi mostrado no relatório do Sebrae, onde os entrevistados apontaram que só esperam que a situação volte ao normal em cerca de um ano e três meses, período em que espera-se que toda a população brasileira esteja imunizada contra o coronavírus, segundo aponta a projeção feita pelo Ministério da Saúde.
*Com supervisão da Editoria
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