Cientistas indicam só uma dose da vacina Pfizer e Moderna para infectados
No Brasil, um dos países mais atingidos, 16,3 milhões de casos foram registrados até o momento, com 454 mil óbitos.
Uma carta de cientistas publicada no jornal acadêmico EBioMedicine recomenda que apenas uma dose das vacinas da Pfizer ou Moderna – que utilizam a tecnologia do RNA – seja dada a pessoas que já tiveram Covid-19. Assinaram o documento pesquisadores de universidades dos Estados Unidos, Reino Unido e Itália.
A publicação revela que pessoas que foram infectadas pelo novo coronavírus desenvolveram anticorpos capazes de proteger o paciente da doença. Dessa forma, a dose única funcionaria como um reforço, de maneira parecida como funciona a segunda dose para aqueles que não foram infectados. Essa nova dinâmica serviria para aqueles que pegaram a Covid-19 no período de um a seis meses, sintomáticos ou assintomáticos.
“Há uma necessidade urgente de desenvolver políticas que maximizem o número de pessoas que recebem vacinas sem sacrificar a eficácia da proteção imunológica, uma vez que ainda estamos no meio da pandemia de Covid-19 com um fornecimento limitado de vacinas”, afirmam os cientistas.
Ainda de acordo com eles, a aplicação de apenas uma dose nesses pacientes é mais eficaz do que adiar a segunda dose, como alguns países vêm fazendo para imunizar o maior número de pessoas possível. Além disso, os cientistas relatam que algumas cidades dos EUA, como Nova York, duramente atingida durante a primeira onda da pandemia, já tem cerca de 25% dos habitantes da população com anticorpos para o novo coronavírus.
Apesar de representar um novo caminho para o processo de imunização, o Brasil ainda enfrenta alguns empecilhos que podem impedir o funcionamento da estratégia. Além de precisar de uma maior verificação frente a novas variantes, a aquisição de doses com a tecnologia no RNA no país ainda não é o suficiente. Apesar de acordo firmado em março para a aquisição de 100 milhões de doses até o fim de 2021, apenas 3,4 milhões de imunizantes da Pfizer foram entregues até o momento.
O mundo já atingiu a marca de 169 milhões de casos do novo coronavírus desde o início da pandemia, totalizando 3,5 milhões de mortes. No Brasil, um dos países mais atingidos, 16,3 milhões de casos foram registrados até o momento, com 454 mil óbitos.
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