Vereadores de Maceió discutem comissão para acompanhar obras da Casal
Parlamentares reclamaram dos contratempos causados pelas obras

Durante sessão na Câmara de Maceió nesta quinta-feira (10), os vereadores discutiram a possibilidade da criação de uma comissão para acompanhar obras de saneamento, para vistoriar o trabalho realizado pela Casal, Sanema e Sanama. A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) tem uma iniciativa similar com a Comissão de Meio Ambiente, que promoveu a audiência pública na segunda-feira passada.
O vereador Chico Filho (MDB) pontuou que as obras hoje estão causando aborrecimentos e contratempos em toda a cidade. "Ruas sendo fechadas sem aviso prévio, muita poeira e muita zoada. Recebo diversas reclamações nas minhas redes sociais. É importante que a Câmara esteja acompanhando o andamento das obras".
Chico ainda disse que as estações elevatórias não estão sendo construídas. Essas deveriam levar o esgoto do Litoral Norte, Santa Lúcia, Cidade Universitária e Clima Bom. "Tubulação passa quebrando tudo e ninguém sabe para onde vai". Sobre esse ponto específico, a Casal informou que não tem nenhuma obra em andamento a respeito de esgotamento sanitário, nem de estação elevatória de esgoto no Litoral Norte de Maceió.
O parlamentar Cleber Costa (PSB) afirmou que apenas cinco das 11 estão em funcionamento, além disso, terão que ser construídas mais seis.
E Luciano Marinho (MDB) ainda disse que, durante o mandato dele, tem batido bastante nesta tecla da infraestrutura, cobrando um serviço bem feito. "Quando se faz a restauração é de péssima qualidade".
Confira o posicionamento oficial da Casal na íntegra:
"A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) informa que fez todos os esclarecimentos sobre as obras de esgotamento sanitário sob sua responsabilidade durante uma audiência pública da Comissão de Meio Ambiente e Proteção Animal da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), ocorrida na última segunda-feira, dia 7 de junho.
Na ocasião, o presidente da empresa, Clécio Falcão, elencou os investimentos da empresa na ampliação do esgotamento sanitário de Maceió, que juntos somam cerca de R$ 500 milhões. Duas grandes obras estão em andamento, por meio de parcerias com as empresas Sanama e Sanema, e assim implantando ao todo mais de 300 quilômetros de redes coletoras pela cidade, nas regiões alta e média alta, que envolvem Tabuleiro dos Martins, Benedito Bentes, Farol e bairros vizinhos.
A Casal reforça que obras dessa magnitude, em algum momento podem causar desconforto à população. “Não se implanta redes em tantas ruas e localidades sem que isso cause algum desconforto, afinal, são mais de 300 quilômetros de tubulação. Mas sabemos que o transtorno é temporário para um benefício permanente para os moradores e para o meio ambiente”, apontou Clécio Falcão, presidente da Casal.
Em média, o tempo para recomposição total do asfalto em local que foi escavado para implantação de rede coletora é de 15 dias, pois é preciso fazer o reaterro e a compactação do solo para evitar afundamentos. Depois, se adiciona uma camada de brita para só depois se aplicar a camada definitiva do asfalto. Esse é um procedimento técnico e padrão para recuperação de asfalto que foi escavado para implantação de redes.
A Casal ressalta que, em algumas localidades na parte alta da cidade, como Santa Lúcia, Clima Bom e Eustáquio Gomes, existem obras de implantação de rede coletora de esgoto que são conduzidas pela Prefeitura de Maceió, o que muitas vezes causa desentendimento na população, que atribui à Casal obras que não são dela.
A Companhia também esclarece, conforme o presidente Clécio Falcão já deixou claro na audiência pública realizada na ALE na segunda-feira (7), que o início das obras de pelo menos oito estações elevatórias de esgoto depende apenas de autorização da Prefeitura de Maceió, por meio da Sedet, que analisa os processos há alguns meses.
A Casal e o Governo do Estado, por meio das duas obras executadas pela Sanama e Sanema, investem quase meio bilhão de reais em Maceió. Em oito anos do governo Renan Filho, está sendo investido no esgotamento da capital o mesmo que se investiu nos 50 anos anteriores, pois essas obras vão dobrar a cobertura, passando de 35% para 70% até 2022. Portanto, os desconfortos temporários por conta do pavimento têm como objetivo um bem duradouro, que é o esgotamento sanitário, refletindo em mais saúde para a população e em um meio ambiente melhor preservado.
Maceió, 10/06/2021."
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