Alagoas foi o 6º Estado que mais matou mulheres transexuais e travestis em 2020
Relatório foi apurado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais
O relatório da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) apontou Alagoas como sendo o sexto estado do Brasil com a maior taxa de assassinato de mulheres transexuais e travestis, no ano de 2020.
A catalogação feita pela Antra é realizada de forma quantitativa, por não haverem à disposição dados demográficos a respeito da população trans no Brasil.
De modo geral, a maioria das vítimas mortas estão no Nordeste: com a taxa percentual de 43% das mortes, seguido pelas regiões Sudeste (34%); Sul (8%); Centro Oeste e Norte, (ambas regiões com 7%). Nacionalmente, a idade média de trans assassinadas é de 29,5 anos.
A maioria das trans vítimas de assassinato em 2020 tinha entre 15 e 29 anos: 56% delas, o que indica a morte prematura de jovens. Em 28,4% dos registros, as idades variam entre 30 e 39 anos.
Trans com idades entre 40 e 49 anos representam 7,3% das mortes, percentual que sobe para 8,3% no caso das vítimas entre 50 e 59 anos. A Antra não encontrou casos de pessoas trans, com mais de 60 anos, assassinadas em 2020. O perfil das vítimas é essencialmente o mesmo: mulheres trans e travestis negras, prostitutas, mortas na rua por desconhecidos.
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