Deputada Tereza Nelma reage contra fechamento de agências do Banco do Brasil
“Fechamento impacta diretamente na agricultura familiar e nos pequenos negócios”, disse

A Coordenadora da Bancada Federal de Alagoas, Tereza Nelma (PSDB-AL), compôs o comitê que esteve em Maribondo e Dois Riachos para averiguar o fechamento de 10 agências do Banco do Brasil em Maceió e no interior. Durante a audiência pública realizada em Dois Riachos, nessa segunda-feira (28), Tereza Nelma destacou que o Banco do Brasil tem uma função social e que o fechamento pode impactar diretamente na economia local, na agricultura familiar e no pequeno negócio. A deputada disse ainda que toda Bancada é contra essa medida e busca reverter a situação.
A deputada Tereza Nelma também questionou ao representante do Banco do Brasil sobre as dificuldades das pessoas idosas e das pessoas com deficiência em acessarem aplicativos além das condições de acesso à internet que nem sempre são propícias. “Temos que considerar a diversidade dos perfis dos mais de 70 milhões de brasileiros e brasileiras; queremos as relações humanas e não a frieza de um aplicativo”, ressaltou. “Essa medida traz graves consequências para toda cadeia produtiva, para as pessoas, para os munícipes e para a agricultura familiar”, acrescentou a parlamentar.
O Banco do Brasil hoje é responsável por 79% do financiamento rural na Região Nordeste. No mês de janeiro de 2021, respondeu por 87,8% do total desta modalidade concedido pelas instituições financeiras no estado, somando R$ 640,55 milhões.
A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara Federal vem acompanhando o caso do fechamento das agências em todo Brasil. O Hildo Rocha (MDB-MA), membro da Comissão, fez o requerimento pela audiência pública e afirmou que será exibida na Câmara e serão levados os encaminhamentos. “Por mais que os representantes do Banco digam que isso é benéfico e não prejudica, não estamos convencidos disto. Iniciamos esse trabalho em Alagoas mas levaremos essa discussão para todo o país”, disse o
deputado.
O Superintendente do Banco do Brasil, Rafael Alessi, apresentou os argumentos ressaltando que os Pontos de Atendimento substituirão as agências e que o usuário não pode ser subestimado quanto ao uso das novas tecnologias. “A tecnologia avançou e o Banco utiliza isso para chegar mais próximo do seu cliente; a população vai continuar tendo acesso à todos os serviços, podendo se deslocar só em último caso para outro município que tenha agência física; estamos adotando o modelo transacional versus relacional; a reorganização compreende, além das medidas de otimização de estrutura, outros movimentos de revisão e redimensionamento nas diretorias, áreas de apoio”, argumentou.
O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, em seu discurso agradeceu o apoio da coordenadora da Bancada por estar desde o início acompanhando e articulando em Brasília para evitar o fechamento. Ele ressaltou que “vai lutar até o fim”. “Vamos buscar todas as instâncias se preciso for, até a judicial. Não podemos permitir que interesses individuais e lucrativos sejam maiores que os interesses das pessoas, do coletivo”, disse o presidente. O deputado Isnaldo Bulhões também fez parte do comitê e destacou que as agências bancárias são vetores de desenvolvimento e que não acredita que o estudo preliminar sobre essa decisão contou com a participação popular.
ENCERRAMENTO DAS ATIVIDADES
A agência Gustavo Paiva no município de Maceió deve ser encerrada; Quatro agências nos municípios de Pão de Açúcar, Pilar, Porto Calvo e Campo Alegre serão transformadas em postos de atendimento (PAA); e nove Pontos de Atendimento nos municípios de Anadia, Dois Riachos, Paulo Jacinto, Barra de São Miguel, Porto Real do Colégio, Estrela de Alagoas, Maribondo, Passo de Camaragibe e Coité do Noia serão encerrados. Outros municípios que também devem ser afetados são Batalha, Marechal Deodoro e Olivença, que atendem uma população de mais de 75 mil habitantes e empregam 16 funcionários do BB.
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