Empresários de água mineral em Alagoas denunciam irregularidades em produtos comercializados
A Sindágua-AL também participou da reunião
Proprietários de empresas de água mineral em Alagoas e o presidente do Sindicato da Indústria de Engarrafamento de Água Mineral do Estado de Alagoas (Sindágua-AL), Davi Pontes, denunciaram diversas irregularidades no tratamento e na acomodação de produtos que estão sedo comercializados no estado.
Quem recebeu as denúncias, nesta segunda-feira (05), foi o procurador-geral de Justiça, Márcio Roberto Tenório de Albuquerque.
Segundo as empresas, dois tipos de água estão colocando em risco a saúde do consumidor, por serem comercializadas sem adição de sais e sem ser submetidas a análise por um engenheiro químico ou de minas.
Outro assunto discutido foi a confecção dos garrafões de forma reciclável, o que é proibido pela legislação.
Márcio Roberto, após ouvir os depoimentos, enfatizou que a instituição tem como principais obrigações as fiscalizações, de modo geral, sempre em defesa da coletividade.
“É nosso dever agir em qualquer área e combatendo ilícitos que afetem a comunidade. Ciente das denúncias dos senhores, convocarei os promotores de Justiça da Saúde Pública, também da Defesa do Consumidor, para que discutamos a demanda e, consequentemente, possamos acionar os órgãos competentes, estaduais e municipal, para uma reunião e tentemos chegar à solução do problema. O que não podemos é permitir que a população seja vítima de irresponsabilidades, ainda mais correndo o risco de ter a saúde afetada”, afirma o procurador-geral de Justiça.
Além dos problemas em relação ao tratamento inadequado da água, a comissão apresentou outro agravante, a acomodação em recipientes reciclados. Os empresários levaram à reunião o fabricante dos garrafões que explicou os riscos aos quais o consumidor é submetido, podendo levar a problemas de saúde graves.
Reciclagem
De acordo com Marcos Sampaio, fabricante de garrafões para empresas de Alagoas e outros estados, é proibido, por lei, a reciclagem, mas muitas empresas têm adotado esse método embora irregular.
“É preciso que a população saiba do risco que corre, muitas vezes os botijões vêm de outros estados, com ratos ou urina de ratos dentro e eles não limpam para moer e aproveitar o material para fazer outros, passam na máquina de reciclagem do jeito que chegam e quando os novos garrafões são produzidos, feitos com os antigos, as bactérias são absorvidas no plástico e, evidentemente, misturam-se na água que neles é armazenada”. O empresário afirma que o plástico absorve o material que é moído junto com ele.
Finalizando, o procurador-geral de Justiça reconheceu o setor como de importância para a sociedade e pediu que fizessem uma representação com encaminhamento ao gabinete para que seja feita a análise pela assessoria técnica e, em seguida, adotadas as primeiras providências. O chefe ministerial sugeriu, também, que as empresas fizessem campanhas educativas para alertar a população.
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