Guia orienta para retorno presencial seguro da Educação Infantil de Maceió
Rodízio de turmas e prioridades foram definidas levando em consideração as realidades de cada escola
Com o iminente retorno das aulas presenciais na rede municipal de ensino, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) preparou um guia para ajudar o corpo técnico e docente das escolas no processo. No caso da Educação Infantil, as especificidades da fase foram levadas em conta, com a definição de prioridades e princípios norteadores para garantir um retorno tranquilo às instituições.
Elaborado pela Coordenação Geral de Educação Infantil (CGEI) da secretaria, o caderno de recomendações traz as normas de segurança estabelecidas pelas autoridades sanitárias.
No Caderno de Orientações, são definidos três grupos prioritários: crianças em vulnerabilidade social (que possuem cadastro em programas como o Bolsa Família), crianças cujos pais sejam trabalhadores da saúde e de outros serviços essenciais e crianças com deficiência. Caso a limitação seja por grupo etário, devem ser priorizadas crianças menores.
Segundo Patrícia Gomes, coordenadora de Educação Infantil da pasta, o retorno às aulas presenciais é de extrema importância para a primeira infância de Maceió. “Acreditamos que a Educação Infantil só se efetiva de modo presencial, e a criança precisa dessas interações. Muitas estão em condição de extrema vulnerabilidade social e a instituição educacional é um apoio à família nesse momento”, pondera.
No entanto, a realidade das escolas deve ser levada em consideração individualmente pelos diretores. “Isso deve ser feito sempre com um olhar sensível para a questão de vulnerabilidade social das famílias e dos próprios profissionais que atuam nas instituições que atendem a Educação Infantil”, detalha Patrícia.
Caso a escola não tenha condições de receber todos os estudantes, a recomendação é priorizar o retorno das turmas da pré-escola, já que se trata de uma fase obrigatória, ao contrário da creche. No rodízio dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), as turmas devem ser divididas em grupos de até 60% de seu tamanho original, e alternarão os dias presenciais semanalmente, de forma que todos tenham a mesma carga horária.
Caso as escolas tenham condições de retornar o atendimento de berçário, que abrange crianças a partir dos seis meses, o atendimento deve ser feito em horário parcial, e não integral. A depender do tamanho das turmas, elas também devem ser divididas em grupos, de forma a garantir o distanciamento social nas salas de aula.
O retorno também deve ser priorizado para crianças em situação de vulnerabilidade social, caso não seja possível fazer o rodízio presencial com todas as crianças. “Muitas vezes a creche é uma opção da família, não é algo obrigatório, diferente da pré-escola. A instituição que tem pouco espaço pode restringir o atendimento presencial, tendo, também, este critério de prioridade”, conta a coordenadora.
Patrícia diz também que a Prefeitura mantém um canal de diálogo aberto com as escolas, e que deve realizar várias reuniões com as diretoras e professores para tirar dúvidas. “Continuaremos com uma escuta sensível, eles vão poder dizer quais são suas dificuldades para que possamos dar as orientações necessárias de caso a caso. Estamos trabalhando para garantir que dia 23 esteja tudo alinhado para que as crianças voltem para as escolas”, conclui a coordenadora.
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