Conselheira tutelar detalha procedimentos adotados no caso de criança de 4 anos abusada pelo namorado da babá
Ela ainda orienta pais e responsáveis a perceberem sinais de violência física, psicológica ou sexual que seus filhos possam estar sofrendo
Na noite desta quinta-feira (2), a conselheira tutelar Eunice Cerqueira concedeu uma entrevista ao programa de rádio Na Mira da Notícia, apresentado pelo radialista Ângelo Farias, na 96.5fm. A profissional passou orientações para pais e mães sobre como proceder caso descubra que seu filho foi vítima de abuso sexual e detalha procedimentos adotados pelo Conselho Tutelar no caso da menina de 4 anos que foi abusada enquanto estava sob os cuidados da babá.
“Os pais devem observar bem seus filhos, independente da faixa etária, porque toda criança necessita de proteção e uma posição peculiar saudável para o seu desenvolvimento”, alertou Cerqueira. Ela ainda complementa pontuando os sinais que os responsáveis devem ficar alerta, sendo eles, tanto comportamental, como social ou físico. “O pai ou responsável deve ficar atento, observando a criança e o adolescente, para saber se eles estão demonstrando alguma coisa como relatos, ou através de desenhos, ou na fala”.
A conselheira tutelar ainda falou sobre o caso da criança de 4 anos que foi abusada pelo namorado da babá que repercutiu nos últimos dias. Ela conta que, antes mesmo de receber o vídeo que está circulando pela internet, o Conselho Tutelar recebeu a comunicação da própria Delegacia de Crimes Contra a Criança e o Adolescente (DCCCA).
“A plantonista foi até o Hospital de Mulher, que é onde ocorre os exames para crianças desse tipo de abuso, e foi feito o exame de conjunção carnal. A criança passou por uma equipe multidisciplinar, tanto psicólogos, como assistentes sociais, ginecologistas... Vários técnicos para analisar até que grau foi a violência em si”, explicou Eunice.
A profissional também relatou que a criança foi monitorada e acompanhada em nível social e psicológico.
A família da criança está sendo monitorada pelo Conselho Tutelar para garantir que a criança esteja tendo a assistência necessária. “O problema não é só no momento do crime, em si. [O problema] é posterior. Como essa criança vai se comportar após o fato ter ocorrido? Como essa criança vai reagir? O acompanhamento psicológico hoje, para essa criança, é muito importante, é prioridade!”, acrescentou.
A situação domiciliar e a questão do relacionamento da criança com a genitora também está sendo monitorado. O Conselho Regional de Assistência Social será o órgão responsável pelo monitoramento.
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