Médicos avaliam novo procedimento para conter soluços de Bolsonaro
Equipe médica diz que nova intervenção pode ocorrer na segunda-feira (29); ex-presidente deve seguir sob observação
A equipe médica que acompanha o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avalia a realização de um novo procedimento para conter a crise de soluços do ex-presidente.
Neste sábado (27), Bolsonaro passou por uma intervenção chamada de bloqueio anestésico do nervo frênico no lado direito, localizado na região da coluna cervical e que se estende até o diafragma.
Agora, o ex-presidente deve seguir sob observação para que a mesma intervenção, porém no lado esquerdo, seja realizada na segunda-feira (29).
As informações foram compartilhadas durante coletiva de imprensa, realizada pelos médicos Brasil Caiado Ramos, Cláudio Birolini e Mateus Saldanha, na porta do hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-mandatário segue internado desde a última quarta (24).
Ainda segundo os médicos, Bolsonaro já está no quarto, consciente e se alimentando.
Mais cedo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais para compartilhar que o tratamento havia sido concluído.
"Seguimos em oração para que seja exitoso esse procedimento e para uma boa recuperação. [...] Gratidão a todos que intercederam e à incrível equipe médica", escreveu.
A equipe médica informou ainda que não há como prever uma data para a alta hospitalar de Bolsonaro, mas que a expectativa é de que ocorra em até sete dias.
Contudo, a alta dependerá da evolução clínica e da capacidade de o ex-presidente retomar os cuidados básicos, como tomar banho e realizar o autocuidado.
Questionados sobre a possibilidade de ele seguir para a Superintendência da PF (Polícia Federal) após a internação, os médicos afirmaram que ainda é cedo para avaliar e que tudo dependerá da recuperação nos próximos dias.
Hérnia
Na manhã da última quinta-feira (25), dia de Natal, Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral, que segundo a equipe médica, ocorreu dentro do previsto e sem intercorrências. O procedimento, que não tem relação com a crise de soluços, começou por volta das 9h30 e durou cerca de quatro horas.
A cirurgia foi autorizada na última segunda-feira (23), pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).
Durante a coletiva, os médicos afirmaram que o pós-operatório segue sem intercorrências.
Os médicos optaram pelo procedimento convencional, com correção das hérnias e reforço da região com tela de polipropileno.
Em abril deste ano, Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia considerada bem mais invasiva. O objetivo era liberar aderências intestinais e reconstruir o abdome. O procedimento durou aproximadamente 12 horas e foi o mais longo desde o episódio da facada, em 2018.
Transferência para o hospital
O ex-presidente foi transferido da Superintendência da Polícia Federal de Brasília para o DF Star às 9h30 de quarta. Ele foi escoltado por agentes da PF e desembarcou na garagem da unidade, conforme determinou Alexandre de Moraes — que pediu um deslocamento discreto ao autorizar a realização da cirurgia.
Essa é a primeira vez que o Bolsonaro deixa a Superintendência da PF desde que foi preso, em 22 de novembro.
No hospital, o ex-presidente está internado em uma área isolada, sob supervisão integral da Polícia Federal. A vigilância é feita 24 horas por dia, com pelo menos dois agentes federais posicionados na porta do quarto e equipes reforçadas tanto dentro quanto fora da unidade hospitalar.
Por determinação de Moraes, no quarto, está proibida a entrada de: celulares, computadores e quaisquer dispositivos eletrônicos — com exceção de equipamentos médicos — para preservar a segurança e impedir comunicação não autorizada.
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