Entenda o risco de Alagoas passar por racionamento de energia e apagões
Hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste sofreram redução maior que o esperado

A crise hídrica se agravou. Em um pronunciamento na última terça-feira (31), o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, disse que os níveis dos reservatórios de usinas hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste sofreram redução maior do que a prevista, e pediu esforço para que a população e empresas reduzam o consumo.
Mas a situação dos reservatórios que abastecem a região Nordeste é bem diferente, apesar da redução em relação ano passado. Além disso, como explica o professor dos cursos de Engenharia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Valmir Pedrosa, a região conta com o grande aporte da produção de energia solar e, principalmente, eólica.
De acordo com dados colhidos pelo 7Segundos através do Operador Nacional de Energia Elétrica (ONS), na última quinta-feira (2), o volume útil do reservatório de Sobradinho — responsável pelo abastecimento da maior parte do Nordeste e também de Alagoas — era de 47,44%. Enquanto na mesma data no ano passado, o volume útil estava em 74,81%.
Ainda sim, a situação é considerada confortável. Para se ter uma ideia, o nível dos reservatórios das hidrelétricas do Sudeste e Centro-Oeste está em torno de 21,5%. Mas essa diferença não significa que o Nordeste não irá sofrer com possíveis apagões e racionamento de energia.
“O Brasil tem uma rede de energia elétrica interligada. Então, a energia pode sair daqui para o Sudeste, como do Sudeste para o Norte. Se a situação piorar, o Nordeste vai junto. Se houver racionamento, será em todo país. Precisamos colaborar porque está tudo interligado”.
Valmir Pedrosa explica que o Nordeste teve um inverno chuvoso, ao contrário do que ocorreu no Sudeste do país.
"Foi a pior sequência de chuvas em 91 anos. E 66% da energia elétrica no país vem dos rios. Quando há crise hídrica, geralmente, ela vem associada a crise energética. Ou seja, os rios com pouca vazão no Sudeste vão fazer o Brasil não ter energia. Os grandes rios e hidrelétricas estão lá, rios como Paranapanema, Grande, Tietê e outros”.
Uma das alternativas do Governo Federal é acionar mais usinas termelétricas para ajudar na produção de energia. Valmir Pedrosa ressalta que a medida vai na contramão do mundo no sentido de prejudicar o meio ambiente.
“Durante crise, essa é alternativa que se apresenta. Porém, fora da crise, a alternativa é continuar investindo em energias renováveis. O futuro do Brasil é ser protagonista em energia solar e eólica. Quais países em todo mundo têm essas condições? Bons ventos e sol o ano inteiro. Além do mais, não poluem o meio ambiente”, explicou.
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