Alagoas se mantém fora da zona de alerta de ocupação de UTI Covid, diz Fiocruz
Boletim extraordinário reforça sinal de queda no indicador de leitos
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou, nesta quinta-feira (23), a edição extra do Boletim Observatório Covid-19 que acompanha, no Brasil, os números da doença.
Com exceção de Espírito Santo e Distrito Federal, onde se observou crescimento, entre 13 e 20 de agosto, o indicador continua apresentando sinais de queda ou estabilização no país.
Alagoas se manteve fora da zona de alerta para ocupação de UTIs públicas em função do coronavírus. De acordo com o documento, o Estado está com 29% de ocupação de leitos para pacientes adultos com quadros mais graves.

Entre as capitais, Maceió apresenta 37% na taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19, o que também significa que está fora da zona de alerta.
Outras 21 capitais também se destacam, são elas: Porto Velho (38%), Rio Branco (4%), Manaus (50%), Boa Vista (58%), Belém (18%), Macapá (16%), Palmas (29%), São Luís (23%), Teresina (36%), Fortaleza (46%), Natal (33%), João Pessoa (15%), Recife (43%), Aracaju (21%), Salvador (24%), São Paulo (38%), Curitiba (58%), Florianópolis (37%), Campo Grande (27%), Cuiabá (43%) e Goiânia (47%).
Registros
Os pesquisadores do Observatório chamam atenção também para o aumento abrupto, verificado na Semana Epidemiológica 37 (12 a 18 de setembro), no número de casos de Covid-19 notificados no sistema e-SUS, resultado da inclusão de registros que estavam retidos, o que afetou principalmente os estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
“Entretanto, apesar desses dados novos terem contribuído para o aumento da média nacional de casos, não podem ser considerados como uma reversão de tendência de queda na pandemia”, ressaltam os pesquisadores.
Essa mudança repentina contribuiu para o aumento da média nacional de infectados, mas não representa uma reversão da tendência de melhora nos índices da pandemia. A análise compreende os dias entre 12 a 18 de setembro, a Semana Epidemiológica (SE) 37.
“Esse episódio serve como alerta para questões importantes relacionadas ao fluxo e oportunidade dos dados e suas consequências para a tomada de decisão. O atraso na inclusão dos registros relacionados às semanas anteriores contribuiu para uma subestimação dos indicadores de transmissão da doença e de casos, principalmente nesses estados, tendo como um dos resultados possíveis a flexibilização de medidas de flexibilização sem respaldo em dados”, observam os pesquisadores.
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