Coordenador geral da VISA fala sobre interdições de farmácias em Maceió
As fiscalizações são feitas em farmácias, supermercados, frigoríficos e laticínios por toda a capital alagoana
Na noite desta sexta-feira (1°), o coordenador geral de Vigilância Sanitária, Airton Santos, concedeu uma entrevista exclusiva ao Na Mira da Notícia para falar sobre as interdições de farmácias em Maceió.
O coordenador geral explica que as fiscalizações podem ocorrer por meio de denúncias ou fiscalizações de rotina.
“Foi interditada mais uma farmácia em Maceió com muitas irregularidades, vendendo remédio controlado sem receita, vendendo remédio de uso restrito de hospitais, ausência de alvará, ausência de farmacêutico... Totalmente ilegal e é um risco muito alto à saúde pública”, relatou o coordenador geral sobre uma fiscalização realizada na última quinta-feira (30).
Airton Santos também pontua que as farmácias são obrigadas, a partir do momento em que o estabelecimento esteja em funcionamento, a ter a presença de profissionais farmacêuticos e que remédios controlados só podem serem comercializados através de receitas e com o acompanhamento da Anvisa e da Vigilância Sanitária de Maceió (VISA).
Comerciantes que pratiquem tais infrações são notificados e autuados. As penalidades são, desde multas, que variam de R$ 180 à R$ 19 mil, à interdição do estabelecimento. Com isso, o proprietário tem o prazo de noventa dias para se adequar às normas da Vigilância Sanitária.
As fiscalizações da VISA não se restringem apenas a farmácias, acrescentou Santos: “de fevereiro para cá, fizemos apreensão em supermercados, frigoríficos e laticínios aqui em Maceió”. O resultado de tudo isso foram cinquenta e três mil quilos de produtos perecíveis como carnes, frangos, calabresas e etc. descartados por estarem impróprios para o consumo.
O entrevistado ainda frisa que “a Vigilância Sanitária trabalha para defender os interesses da população” e destaca a importância dos veículos de comunicação para conscientizarem os comerciantes: “nós temos também o apoio da imprensa, de modo geral, e isso é muito importante para que a gente mude a mentalidade dos comerciantes para que possam oferecer um produto de qualidade ao consumidor”.
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