Após coletiva, delegado detalha etapas adotadas para a Operação Loki em Alagoas
A Operação Loki está sendo realizada simultaneamente em quatro estados, sendo eles Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Paraíba
Na madrugada desta quinta-feira (21) foi iniciada a Operação Loki, comandada pela Polícia Civil de Alagoas, que foi deflagrada em quatro estados nordestinos, sendo eles Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Paraíba. O foco da operação é investigar o crime de fraude que aconteceu no concurso público da Polícia Militar em setembro deste ano.
Nos quatro estados em que a investigação está operando, foram cumpridos 12 mandados de prisão preventiva e 83 de busca e apreensão contra suspeitos de integrar uma organização criminosa que fraudava concursos públicos em vários estados. A Polícia Civil confirmou que o grupo era liderado por Flávio Luciano Borges, ex-policial militar de Alagoas e, atualmente, era servidor municipal na Paraíba. Ele foi preso na Paraíba.
Em coletiva, a Polícia explicou como o grupo se articulava para conseguir fraudar os concursos, mas não confirmou se Flávio e seu grupo tiveram alguma participação na possível fraude dos últimos concursos públicos da Polícia Civil e da Polícia Militar em Alagoas. Diversos materiais foram apreendidos durante a operação, como celulares e notebooks, e, agora, irá contar com os depoimentos dos investigados para saber se eles estão relacionados aos casos do estado.
O delegado Gustavo Xavier explica que os materiais apreendidos, sendo 70 aparelhos celulares, 3 pontos eletrônicos, notebooks e relógios digitais, serão trabalhados através de uma ferramenta israelense para que os dados sejam extraídos. Quando essa parte da investigação for finalizada, começará a segunda fase, chamada de Deus da Trapaça.
De acordo com Xavier, os outros suspeitos presos, além do Flávio, foram apontados através de indícios. “Nós temos diversos elementos de informação que trazem indícios de que essas pessoas integram, verdadeiramente, uma organização criminosa voltada a fraudes de concursos públicos. Cada um tem a sua função dentro da constituição da organização criminosa”. Os papeis desenvolvidos por esses suspeitos variam de recrutadores a professores, que recebem a prova antecipadamente, fazem o gabarito e enviam as respostas através de um ponto eletrônico.
“Boa parte dessas pessoas já tem cargos públicos variados e, muito provavelmente, eles conseguiram ingressas nesses cargos de forma fraudulenta também. Então, não é uma organização criminosa que atuou especificamente nos três concursos de Alagoas que ocorreram ainda nesse ano, são criminosos que já tinham essa vivência em fraudes de concursos públicos em diversos momentos anteriores”, pontuou.
Gustavo Xavier acrescenta que o pagamento era realizado previamente e girava em torno de R$ 10 mil. “Caso houvesse a aprovação do candidato no concurso público, posteriormente, inclusive utilizando-se do próprio salário que ele receberia de forma ilegal, ele repassaria para quem de direito, ou seja, ele pagaria R$ 10 mil de início e, com a aprovação, ele pagaria, aproximadamente, R$ 40 mil”, detalhou.
“O nosso objetivo enquanto polícia investigativa e enquanto Polícia Civil é garantir a lisura e a moralidade da administração pública. Então, enquanto nós pudermos expurgar candidatos que ingressaram de forma fraudulenta, nós assim faremos”, concluiu.
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