Candidato à presidência da OAB-AL critica atual gestão e comenta propostas e missões
Vagner Paes participou do programa Na Mira da Notícia desta terça-feira (16)
Na reta final das eleições para a presidência da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB-AL) de 2021, o programa Na Mira da Notícia recebeu, nesta terça-feira (16), o candidato pela Chapa 2 "OAB Arretada", Vagner Paes, para comentar sobre as missões e propostas do grupo para que a entidade volte a se aproximar dos problemas sociais.
De acordo com Vagner Paes, o que se pode esperar da Chapa 2 é renovação, já que o grupo é composto por jovens advogados e advogadas, tendo alguns que nunca tiveram oportunidades em cargos eletivos na entidade máxima de representação dos advogados brasileiros.
O candidato à presidência destaca que é importante que haja uma mudança na forma em que a OAB é liderada. "A Ordem não é uma morada eterna; é uma casa de passagem em que a gente dá uma contribuição. (...) A mudança de protagonistas dentro do sistema da OAB [é necessária para que] possa permitir que a Ordem atue para todos e para todas. Hoje a OAB é dirigida e voltada apenas para alguns grupos que querem se perpetuar do poder", disse.
Um dos slogans da campanha da Chapa 2 fala sobre uma 'OAB para frente, dinâmica, inclusiva e arretada'. Por conta disso, o jornalista Angelo Farias questionou qual seria o diferencial do grupo: "Primeiro, a forma de compor a Chapa; nós percorremos todo o estado de Alagoas, fomos ouvir todos os segmentos de advocacia, conversamos com cada grupo, advogados trabalhistas, previdenciários, criminalistas, cíveis, a advocacia do interior e da capital da parte alta, que nunca havia sido procurada nem em época de eleição", respondeu.
Outro ponto que Paes destaca ser diferencial é por "não ter nascido de imposição". "Ela não nasceu de um jantar em São Paulo ou Brasília com dois ou três advogados que decidiram a sorte de toda a advocacia alagoana", frisou. Ele afirma que a forma que a Chapa foi construída democraticamente, ouvindo a advocacia feminina e a advocacia negra, irá se repetir na gestão.
"Uma gestão da Ordem não pode ser encastelada, não podemos ter uma presidência, por exemplo, com tranca na porta para que diretores e conselheiros tenham que apertar uma campainha para entrar como se fosse uma majestade. Então, se a gente quer mostrar para o Serviço Público que o cidadão é o dono da coisa pública, o primeiro passo é dar o exemplo dentro de casa, se desencastelar. O presidente da Ordem não pode ter o telefone desligado e precisa manter o contato com o interior. Nosso adversário, que está há 9 anos na frente da OAB, já há três gestões e quer ir para a quarta, é o atual presidente da Caixa e foi em Delmiro Gouveia, por exemplo, uma única vez, que foi para pedir voto agora há duas ou três semanas. A forma de fazer gestão tem que ser democrática efetivamente; eu não posso ter o discurso democrático e, na prática, eu não visitar o sertão, o agreste, o Vale do Paraíba, o Baixo São Francisco e a parte alta de Maceió", criticou.
Em outro momento o entrevistado teceu mais críticas às atitudes dos adversários: "estão nas redes sociais utilizando de espaços e de ações, que deveriam ser institucionais, para a promoção do candidato da Chapa 1".
Angelo Farias citou a falta de ações da OAB em problemas sociais, tendo o caso da Braskem que entrou na Justiça para proibir protestos com juízes dando ganho de causa como exemplo. Quanto à isso, Vagner Paes lamenta e diz que "a Ordem precisa voltar a atuar".
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