Após liminar, grupo SOS Pinheiro é proibido de participar de ato interreligioso no bairro
'Não compreendo esse temor da Braskem. O que é que ela deseja?', indagou pastor que realiza o evento
Após uma liminar da Justiça, conseguida pela Braskem, o último protesto, feito no dia 4 de novembro em frente à petroquímica, foi classificado como ilegal, com direito a multa diária de R$ 5 mil para quem descumprisse a decisão. Novas manifestações foram proibidas nos próximos 30 dias, responsabilizando os citados no processo criminalmente.
Realizado pelo grupo SOS Pinheiro, o ato em questão foi pacífico e foi um café da manhã da porta da empresa, entre os moradores dos bairros afetados pela mineração do solo.
"Lamentamos a decisão. Mas tem que ser cumprida. Não vamos parar nossa luta por justiça pelos 60 mil moradores que estão a ver navios com as propostas indecorosas da Braskem", disse um dos líderes do SOS Pinheiro, Geraldo Vasconcelos.
O ato interreligoso está marcado para o próximo dia 3 de dezembro, e ainda está sendo discutido, com reuniões periódicas, como deve ocorrer. O portal 7Segundos entrou em contato com um dos organizadores, o pastor Wellington, da Igreja Batista do Pinheiro, que ficou sabendo nesta terça-feira (16) que o SOS não iria participar, após ter convidado Geraldo para o comitê organizador.
"Não compreendo esse temor da Braskem. O que é que ela deseja? Além de triturar os bairros, os sonhos e os afetos, ainda quer silenciar e não permitir que haja nenhum grito de denúncia de protesto. Isso é absolutamente absurdo. Essa luta não pode continuar sendo só dos bairros afetados, e sim de toda a cidade de Maceió", afirmou Wellington.
O líder religioso ressaltou que o ato ocorrerá de maneira pacífica, com manifestações artísticas e rodas de oração. Entretanto, o formato ainda está sendo discutido.
"Gostaríamos muito que artistas, lideranças de grupos folclóricos pudessem se juntar a nós. Não entenda pacífico como um passivo. O pacífico diga-se a resistência pacífica de Mahatma Gandhi, Martin Luther King e de Mandela, que acabaram resultando em mudanças", finalizou.
Confira na íntegra a nota da Braskem sobre o assunto:
"A Braskem esclarece que o requerimento à Justiça de medida liminar, no último dia 4 de novembro, teve o objetivo de resguardar a segurança de seus integrantes, terceiros e das pessoas que realizavam manifestação nos portões da fábrica, além do necessário acesso à empresa no Pontal da Barra, em Maceió.
O pedido foi motivado, principalmente, pela preocupação com a segurança das pessoas diante da possibilidade de invasão da fábrica e da interrupção abrupta das operações. Vale destacar que o regime ininterrupto das operações é condição indispensável para a segurança de qualquer unidade industrial, especialmente a química. Além disso, tecnicamente, é impossível paralisar este tipo de operação fabril sem o devido planejamento e procedimentos adotados com meses de antecedência.
A Braskem reitera o respeito ao direito de manifestação pacífica, dentro dos limites legais e que não represente riscos à segurança das pessoas."
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