Com fogos, luzes e velas, Austrália, Nova Zelândia e Japão celebram 2022
Na Europa e Brasil o clima é de cautela por conta da covid-19
O ano de 2022 já chegou na Oceania e em parte da Ásia, em países como Japão e Coreia do Sul. Nova Zelândia e Austrália celebraram a virada de ano com shows de luzes em Auckland e de fogos em Sydney, respectivamente.
O show de luzes na Nova Zelândia foi nomeado como "Auckland está chamando", em referência ao fato de o país ser um dos primeiros do mundo a celebrar viradas de ano.
Na Austrália, antes do show às 00h (horário local, em Sydney), ocorreu uma queima de fogos menor, às 21h (também no horário local). Ambas ocorreram na área da Ópera da Sydney, símbolo da cidade mais populosa do país.
"Tento me concentrar nas coisas positivas deste ano", disse Melinda Howard, uma estudante de medicina de 22 anos, que acompanhou a queima de fogos em Sydney.
Ao contrário da virada para 2021, quando a cerimônia ficou esvaziada, o show em Sydney reuniu dezenas de milhares de pessoas, devido ao fato de o país ter abandonado a estratégia de erradicação total do vírus da covid-19 e estar buscando conviver com ele.
A mudança australiana ilustra a tendência de muitos governos que, diante da sucessão de ondas pandêmicas, hesitaram em aplicar medidas rígidas como em 2020 por medo das consequências econômicas e do esgotamento da população com medidas restritivas.
No Japão, 6,5 mil velas foram acesas no templo budista Hasedera, em Tóquio, para pedir por boa sorte no novo ano e pela superação da pandemia de covid-19.
Filipinas, Taiwan e China também já comemoram a chegada de 2022.
Cautela na Europa
Na Europa, as celebrações de Ano-Novo ocorrerão com restrições por causa de medidas impostas para conter o avanço da variante ômicron da covid-19.
No Vaticano, o papa Francisco cancelou a tradicional visita na virada de ano ao presépio na Praça de São Pedro, preocupado com a propagação do novo coronavírus.
Na Grécia, "a música será proibida" em bares e restaurantes, alertou o ministro da Saúde, Thanos Plevris, em medida que visa tentar limitar o desejo dos gregos de saírem para comemorar a virada do ano.
Na Espanha, os festejos públicos foram cancelados na maioria das cidades, com exceção de Madri, capital, onde está prevista uma celebração pública limitada a 7 mil pessoas, em comparação com as 18 mil de 2019.
Na França, que superou pelo segundo dia consecutivo a marca dos 200 mil novos contágios diários, as boates estão fechadas desde 10 de dezembro.
E no Brasil?
No Rio de Janeiro, a praia de Copacabana terá a celebração de Ano-Novo com capacidade limitada e não contará com os shows tradicionais da virada, e a queima de fogos, que deverá durar 16 minutos, será feita em nove locais da cidade.
Também não haverá esquema regular de transporte público no Rio, em mais uma medida para evitar um deslocamento maior de pessoas para a orla.
Além da covid-19, o Rio está tendo que lidar com um surto de casos de gripe. A capital fluminense é o epicentro da epidemia de influenza no Brasil.
Em Praia Grande e em Ilhabela, no litoral de São Paulo, a queima de fogos na orla está mantida. Na capital paulista, a festa de Réveillon foi cancelada.
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