Reunião entre OAB e comando da Rotam discute abordagens de militares
População dos bairros Feitora e Jacarecica também compareceram ao encontro
Juristas da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se reuniram, na manhã desta quinta-feira (27), com o comando do Batalhão de Radiopatrulha da Polícia Militar (BPM Rotam) para discutir sobre denúncias de truculência em Maceió.
A reunião foi motivada pelo alto número de denúncias contra o batalhão por supostas agressões causadas pelos militares contra a população do bairro Feitosa e a operação que resultou em um gari de 26 anos sendo baleado por um agente do batalhão na Vila Emater, em Jacarecica.
Mayara Heloísa Cavalcanti, advogada e representante da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAB, participou da reunião, disse que populares das regiões que denunciam o batalhão também participaram do encontro.
O encontro tratou principalmente do caso de um casal que foi supostamente agredido e que tiveram pertences roubados por militares do batalhão. Já sobre o caso de Walquides Santos da Silva, gari de 26 anos que foi baleado por um dos policiais durante uma operação na Vila Emater no dia 13 de janeiro, o assunto ainda está em investigação e a guarnição foi removida temporariamente da localidade.
A advogada também comentou que o comandante da Rotam, como forma de tentar acalmar os presentes, disponibilizou seu contato pessoal à CDH e a comunidade das localidades afetadas, além de prometer uma melhor orientação para as tropas do batalhão.
Cavalcanti afirmou que o comandante teria se referido aos supostos abusos cometidos pelos militares e dito que o trabalho dos PMs “não é esse” e sim proteger a população.
A advogada também declarou que a comissão vai continuar pressionando os órgãos policiais e de justiça para apurar as denúncias.
“Nós, enquanto Comissão de Direitos Humanos, acompanhamos e estamos tomando as devidas providências”, declarou Mayara.
A representante comentou que a CDH se reuniu com a capitã Beatriz, comandante da corregedoria da polícia e também já encaminhou o caso para o controle externo do Ministério Público Estadual (MPE).
Além disso, a comissão também se reunirá com o delegado geral da Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) para iniciar um inquérito policial sobre o caso.
Mayara diz que a comissão reconhece que há uma subnotificação de denúncias sobre ações truculentas das corporações policiais e encoraja a população a denunciar quando esses casos ocorrerem.
“A gente (da CDH) aconselha a população a fazer as denúncias para que a polícia melhore seu trabalho e possa verificar quais erros estão acontecendo”, diz a advogada, que completa ao falar que também houveram várias denúncias do gênero desde o início de 2022.
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