Mais de 4 mil frangos morrem de calor após faltar energia em granja
Caso aconteceu no município de Ampére, no interior do Paraná
Pelo menos 4,5 mil frangos morreram de calor em uma granja na cidade de Ampére, no interior do Paraná, após uma queda de energia na região desligar os refrigeradores que mantinham a temperatura no aviário local.
O caso ocorreu na última segunda-feira (24), quando, de acordo com dados do Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), a temperatura máxima na região chegou a 34ºC.
De acordo com Thuany Salla, filha do proprietário da granja, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) foi acionada assim que a luz acabou, por volta das 12h15 e não deu qualquer previsão para retomada do abastecimento.
"Primeiro, a atendente falou para o meu pai que [o desligamento] era um imprevisto, que foi um caso de urgência. Depois, o meu irmão ligou novamente e eles falaram que todos tinham sido avisados e havia uma previsão de desligamento, então um fala uma coisa e outro fala outra", explicou.
Thuany conta que o pai e o irmão, que cuidam da produção, fizeram "tudo o que estava ao alcance" para controlar a temperatura e salvar o maior número de animais enquanto a luz não voltava. "A gente abaixou os panos, abriu as portas, molhou as aves. Até tocamos eles para fora do aviário, mas nada resolveu. Até rezamos para chover e refrescar um pouco, mas isso não aconteceu", narrou.
Segundo a família, a energia voltou às 15h58, quase quatro horas após, quando muitas aves já tinham morrido.
Segundo ela, a falta de energia na região não é atípica e já prejudicou a produção outras vezes. No começo de dezembro, um temporal foi responsável pelo prejuízo. "O temporal foi no domingo e a energia para nós, no sítio, voltou só na sexta feira da outra semana. Ficamos praticamente sete dias sem energia elétrica", recordou.
Até a tarde de hoje, o prejuízo com a morte dos frangos não tinha sido totalmente mensurado pela granja, que tinha o compromisso de enviar um lote de 25 mil aves para uma distribuidora.
"Os animais já estavam com 21 dias, com o lote quase entregue. Eles já tinham comido, gastado tudo, praticamente. O prejuízo a gente só vai saber quando o lote sair daqui", explicou Thuany.
O UOL entrou em contato com a Copel, que justificou que a o temporal que atingiu a região na segunda-feira causou "grandes estragos na rede elétrica" e rompeu um cabo da chave que atendia a unidade consumidora da granja.
Segundo a companhia, a energia foi estabelecida totalmente às 14h03, duas horas antes do narrado pela família, o que é desmentido pelos proprietários.
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