Vice-presidente do Sindprev/AL disse que INSS já havia feito reinvindicações ao governo em janeiro
Categoria pede por novos concursos públicos e reposição salarial em decorrência da inflação
Após servidores públicos paralisarem as atividades na manhã desta quarta-feira (23), o vice-presidente da seccional alagoana do Sindicato dos trabalhadores da Saúde, Previdência Social e Assistência Social (Sindprev/AL), Ronaldo Alcântara, disse que a greve é uma tentativa de "forçar" negociações com o governo federal.
O vice do Sindprev/AL, afirmou que a categoria entregou uma pauta de reivindicações ao governo ainda em janeiro, mas que a resposta da administração veio hoje, marcando uma reunião para o primeiro dia de abril.
Ainda de acordo com Ronaldo, a resposta desagradou os servidores, que decidiu pela paralisação por tempo indeterminado.
“Não houve outra alternativa que não fosse a gente parar as atividades pra forçar a abertura de uma negociação”, disse Ronaldo, que continua ao avisar que não é apenas o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que participa da greve.
"Não é só o INSS que tá parando, são todos os servidores públicos federais que estão parando porque o governo não abre processo de negociação”, afirma o vice-presidente.
Entre as reivindicações da categoria, Ronaldo destaca duas: a realização de concursos públicos para repor funcionários no serviço público que haviam saído em decorrência das aposentadorias; e a reposição de perdas salariais da categoria.
No caso cos concursos, ele afirma que o INSS já perdeu cerca de 18 mil servidores em cinco anos, causando uma queda na velocidade do atendimento do Instituto.
“São dois milhões de processos que estão represados porque não tem servidores pra atender”, disse.
Ronaldo afirmou que uma agência com cerca de 25 guichês pode ter 24 deles vazios com apenas um funcionando.
“A realidade hoje é que tem agência com um servidor”, fala avisando sobre o impacto no atendimento do órgão à população.
Ronaldo ainda afirmou que as vagas dos concursos que já aconteceram eram insuficientes para repor os servidores.
“O INSS encaminhou a solicitação de novos concursos, cerca de 7200 vagas, entretanto não foi autorizado nem a metade disso”.
Além dos concursos, eles também reivindicam a reposição de 19,99% de perdas salariais que não são feitas desde 2017, afirma o vice-presidente.
A motivação por trás dos motivos da reposição salarial seria por causa da inflação, que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCE) apontou aumentos. Ronaldo disse que os salários devem acompanhar o aumento dos preços.
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