Dia do Jornalista: Ricardo Mota relata pontos baixos e altos de profissão
O jornalista político relatou que já recebeu diversas ameaças ao longo de sua carreira
Em 1931, o dia 7 de abril se tornou nacionalmente o Dia do Jornalista. O objetivo da homenagem é saudar os profissionais, que possuem um papel importante em uma sociedade democrática e que levam as informações a todos os cidadãos. Para celebrar esse dia, o jornalista político Ricardo Mota participou do programa Na Mira da Notícia ao lado do radialista Angelo Farias, nesta quinta-feira (7).
O desafio desses profissionais é diário. Apesar de a internet dar voz às histórias que precisam serem contadas, ela também dá voz às famosas fake news - ou notícias falsas, o que acaba dificultando cada dia mais o trabalho do jornalista.
Um dos grandes nomes do jornalismo alagoano, Ricardo Mota descreve a profissão como "algo que o move no mundo". "O Jornalismo é parte fundamental na minha vida. Eu não existiria sem o Jornalismo", iniciou.
Com quarenta e dois anos de profissão, Mota se tornou uma referência à categoria em Alagoas. Apesar de ter conquistado um grande espaço na área, ele diz ainda se sentir "surpreso" com a proporção que sua carreira tomou. "Depois de quarenta e dois anos ainda agregar alguma credibilidade é uma medalha que eu carrego no peito", disse.
"Essa é uma profissão que só serve para quem é apaixonado por ela, senão o Jornalismo vira secos e molhados e isso não é o que a gente busca", pontuou Mota.
Afastado dos veículos midiáticos, Ricardo diz que houve uma preparação para que ele deixasse a TV, o rádio e, até mesmo, o seu blog. Em uma nova etapa de sua carreira, ele garante que a televisão "não é algo que o interesse mais". "O Jornalismo regional migra para os programas de polícia, é inevitável. É uma velha e boa frase que diz "o cliente vence", e o cliente venceu. Sem mágoa nenhuma, já estava na hora mesmo", frisou, acrescentando que não tem saudades dessa época de sua vida, mas que fez o melhor que podia.
Hoje ele está focado apenas em seu blog que permite que ele trabalhe de sua própria casa, o que é considerado um ponto positivo para ele por ser uma 'pessoa caseira'. Para Ricardo Mota, a experiência de trabalhar home office em seu blog tem sido "uma experiência muito boa".
"Foi um divórcio [entre Mota e a TV Pajuçara] extremamente amigável. Esse novo momento está sendo extremamente interessante no Cada Minuto", frisou.
Um posicionamento muito defendido por Mota é o de não-uso das mídias sociais. "Eu não considero que as redes sociais sejam o mal em si, de jeito nenhum! É uma comunicação instantânea extremamente interessante. As redes sociais poderiam cumprir um papel extremamente importante, mas o trânsito que damos à elas as transformaram em um monstro. Nós, seres humanos, não aprendemos a lidar com isso", explicou.
Quanto às ameaças recebidas pelos profissionais de comunicação, Mota diz que convive com esse tipo de agressão durante "quase toda a sua vida", mas que hoje diminuiu. "Estou acostumado a lidar com isso. Não é que eu não tenha medo, essa turma que não me mete medo. Não tenho medo de morrer e acho que não morri porque eles não quiseram, já que se eles quisessem, eles já teriam me matado", pontuou.
Além disso, Ricardo acrescentou que até mesmo a Polícia Federal precisou fazer sua segurança sem que ele soubesse: "eles detectaram movimentações estranhas".
Aos novos profissionais, Ricardo Mota pede para que eles "tenham um pouco de paciência". "Construir uma carreira, que não significa que você vai ficar rico com o Jornalismo, mas ter uma carreira digna que você seja respeitado sempre requer paciência", disse.
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